31 dezembro 2006

Bom Ano 2007

Para todos os nossos leitores, comentadores e visitantes...


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30 dezembro 2006

2004: Percepções e Realidade (2)

"Na terceira sucessão - a chefia do Governo de Portugal -, Jorge Sampaio assinaria longamente as suas dúvidas em duas semanas demolidoras para a confiança no futuro Executivo. A mim restava-me esperar o seu veredicto, para só depois preparar a sucessão em Lisboa e a formação do Governo." pag. 43
Esta foi de facto uma situação que objectivamente prejudicou Santana Lopes e o PSD. Atendendo a que Durão Barroso, desde o início do processo, tinha posto Jorge Sampaio ao corrente desta possibilidade, não se percebe a demora do então PR para tomar a sua decisão. Ou se calhar, hoje, percebe-se... Qualquer hesitação pública de Sampaio só se prestava a enfraquecer o futuro Governo e a "dar gás" às oposições.

29 dezembro 2006

O assalto


Assalto ao cidadão!

Impostos fazem aumentar combustíveis em 4 cêntimos.

O duplo aumento previsto no imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) para 2007 vai provocar uma subida do preço dos combustíveis da ordem dos quatro cêntimos por litro, caso seja realizado em simultâneo. O Orçamento do Estado prevê dois aumentos do ISP para 2007, o correspondente à inflação prevista de 2,1%, e a subida de 2,5 cêntimos anuais por litro programada no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).

27 dezembro 2006

Monarquias do século XXI


Rejubilai, súbditos do Reino de Cuba! O Físico-Mor da Corte veio anunciar que Sua Majestade Revolucionária D. Fidel I, o Castro, não padece de cancro, nem terá de ser sbmetido a nova intervenção cirúrgica. Até ao pronto restabelecimento de D. Fidel, a regência continuará a caber ao príncipe D. Raúl, o Castro, irmão mais velho do monarca reinante. O príncipe já terá sido designado como sucessor, aguardando apenas a confirmação do Comité Central do Partido, que assim se denominam as Cortes lá do sítio.

É sem surpresa - assim são as monarquias - que vemos o trono permanecer nas mãos da dinastia Castro, linhagem que, por unâmime e permanente aclamação do povo cubano, é a legítima guardiã da tradição revolucionária cubana. Recorde-se que data de 1959 a deposição do corrupto republicano Fulgêncio Batista por D. Fidel I. A Revolucionaríssima Casa de Castro, chefiada por D. Fidel, goza do invejável crédito de assegurar ao seu povo um elevado nível de vida, graças ao dinheiro que poupam não realizando eleições presidenciais.

Parece-nos, contudo, que Sua Majestade Cubana, ao adiar o Seu passamento, se revela deploravelmente descortês com o Sr. General Pinochet: não seria mais curial que tivessem partido ao mesmo tempo, muito manos, de braço dado, a discutir os respectivos contributos para a Democracia e o Bem-Estar dos Povos?

Tiro no Guterres...

CE aponta Portugal como exemplo a não seguir
A Comissão Europeia (CE) está a utilizar o caso português como exemplo a não seguir no alerta que está a enviar aos futuros países-membros da União Europeia.

A denúncia surge na edição desta quarta-feira do Jornal de Negócios, que cita um artigo publicado pela Direcção-Geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia, intitulado «Explosão e recessão em Portugal: lições para os novos membros do euro», no qual são sistematizados os erros cometidos pelo nosso País na fase imediatamente a seguir à entrada na união económica e europeia, em 1999.
Tomando por base estes erros, a CE retira cinco ensinamentos que devem ser seguidos pelos países que vierem a entrar na Zona Euro – em caso de forte crescimento da procura interna, seguir uma política orçamental restritiva; cuidado com os erros de sobreavaliação do crescimento do PIB nas fases altas do ciclo; aproveitar o maior dinamismo da procura interna para acelerar, e não adiar, reformas estruturais; manter controlado o crescimento dos salários; apertar a supervisão prudencial sobre os mercados financeiros.
Recorde-se que a Eslovénia é o próximo país a entrar na Zona Euro, já no próximo dia 1 de Janeiro.
In Diário Digital
Star Wars, Ep. I The Phantom Menace

Continuando a recordar a saga...

24 dezembro 2006

A palhaçada dos voos da CIA (4)

Eurodeputados socialistas deixam Ana Gomes isolada


Presidente da delegação portuguesa no Parlamento Europeu está preocupada com atitude de Ana Gomes.
Ana Gomes está "isolada" na delegação portuguesa do PS no Parlamento Europeu. A garantia é de Edite Estrela, que coloca as investigações aos voos da CIA como algo da "agenda pessoal" da ex-embaixadora. Manuel dos Santos concorda e acusa a sua colega de ter ido "longe de mais" ao criar "uma dificuldade ao Governo" e ao partido. A posição da eurodeputada na Direcção socialista também ficou debilitada, após o confronto com Luís Amado. José Lello já pediu a sua demissão da Comissão Nacional.
In JN.

21 dezembro 2006

19 dezembro 2006

O fabuloso mundo de Madame Catarina

Sempre achei que faltava a esta admirável Gazeta, um olhar crítico e atento às novidades culturais do fantástico mundo dos livros. E por isso, sem menosprezar outros actuais e mui importantes temas abordados neste referencial blog, tais como a Monarquia, o referendo sobre a Monarquia e ainda Monarquia Vs uma outra Monarquia é possível, apresento de seguida uma análise literária do mais recente e sobejamente badalado título da época – “Eu Carolina”.

Impressionante, magnânimo, desconcertante, controverso, arrojado, ai está a obra-prima deste período de paz e de concórdia. Madame Carolina levou assim à estampa com audácia e enorme coragem o seu primeiro sucesso literário. (9.90€, nas livrarias Galp ou Repsol)
Ele há, quem já vá dizendo que Madame encetou um novo estilo de escrita mais que criativa, com esta magnífica obra. Uma novela? Um romance histórico? Ou ficção e fantástico? Pois bem, é de tudo um pouco e muito mais.
Trata-se essencialmente de um rol de aventuras, passado no planeta Portugalis Bananis, mais precisamente no perigoso reino Dragonês, onde no calor de um qualquer lupanar, princesa Carolinias luta para encontrar e resgatar o mítico Apito Dourado, símbolo máximo da honra e virilidade do reino Futebolês.
Na sua demanda, Carolinias avança por um enredo fantástico que nos leva a viajar por imagens únicas onde abundam inúmeros e preciosos detalhes do vilão Giorgio Dragonis, dos seus muchachos da aliança de Gondomaris e Nortis e last but not least, fabulosas e ricas batalhas entre dragões azulis e justiceiros de passe social erguido.
Madame surpreende assim tudo e todos, com seu estilo arrojado e prosa apaixonante e por isso, já há quem a chame – Carolina “a potter”.
Mas para não haver qualquer dúvida sobre este novo génio linguístico da praça, aqui deixo algumas passagens deste épico excitante.

"Há que limpá-lo", disse Pinto da Costa relativamente a Ricardo Bexiga, vereador socialista da Câmara Municipal de Gondomar”… “O serviço custava 10 mil euros, dinheiro que me entregou sempre em notas e que retirou de uma grande gaveta da cómoda do nosso quarto, na Madalena, gaveta que, para meu espanto, estava sempre a abarrotar de dinheiro vivo"
“Jorge N. tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...] em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para disfarçar o odor.”

“Promiscuidade é o que existe no mundo do futebol, onde é moda, fica bem e dá status ter relações extraconjugais e quase todos as têm.”

“Confessou-me que tinha encetado uma relação com a jornalista Maria Elisa [...] que já terminara [...] devido ao consumismo extremo de que ela padecia.”

“Cortava-lhe as unhas dos pés e aparava-lhe os pêlos das orelhas.”

16 dezembro 2006

Esta nem o Friedman...

O que significa a transformação de seis escolas secundárias em empresas públicas?
Os estatutos desta nova entidade "Parque escolar E.P.E" , ja aprovados em Conselho de Ministros, prevê que o seu capital seja realizado com o património das Escolas Pedro Nunes, D. Dinis e D. João de Castro em Lisboa, e Rodrigues de Freitas e Oliveira Martins no Porto.
Alguém me sabe explicar que palhaçada é esta???

14 dezembro 2006

Milton Friedman 5



«Political freedom means the absence of coercion of a man by his fellow men. The fundamental threat to freedom is power to coerce, be it in the hands of a monarch, a dictator, an oligarchy, or a momentary majority. The preservation of freedom requires the elimination of such concentration of power to the fullest possible extent and the dispersal and distribution of whatever power cannot be eliminated — a system of checks and balances.»
...
Admiro Friedman porque enfatiza a liberdade individual. Afirma que um sistema capitalista, com economia de mercado descentralizada e sistema de preços livres dificulta a existência de um Poder que limite a liberdade individual, de um Estado que controle a sociedade. É preciso não esquecer que a actividade económica é uma das mais importantes expressões de afirmação social e individual.

Passatempo

Aqui segue o endereço de um passatempo interessante: votar os monumentos portugueses favoritos de cada um, de uma lista já um pouco rarefeita ( só de pode votar nos 21 finalistas) mas mesmo assim vale a pena!


www.7maravilhas.pt

13 dezembro 2006

Mais um contributo para o debate

Cerca de 350 mil portuguesas já terão feito um aborto
Os resultados do estudo da APF indicam que cerca de 350 mil mulheres em idade fértil já terão abortado em Portugal, onde o retrato do aborto clandestino mudou. O estudo já está a desencadear polémica entre as associações partidárias do "não" na despenalização do aborto. in público

Milton Friedman 4



«Because we live in a largely free society, we tend to forget how limited is the span of time and the part of the globe for which there has ever been anything like political freedom: the typical state of mankind is tyranny, servitude, and misery. The nineteenth century and early twentieth century in the Western world stand out as striking exceptions to the general trend of historical development. Political freedom in this instance clearly came along with the free market and the development of capitalist institutions. So also did political freedom in the golden age of Greece and in the early days of the Roman era. History suggests only that capitalism is a necessary condition for political freedom. Clearly it is not a sufficient condition».
...
Ou seja, o capitalismo não garante a liberdade individual, mas é seguro (a História assim o demonstra) que a liberdade individual é maior em sistemas capitalistas.

12 dezembro 2006

A não perder....


Integrada nas Comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, está patente até ao dia 14 de Janeiro de 2007 a exposição Amadeo de Souza-Cardoso - Diálogo de Vanguardas.
Trata-se de uma exposição notável, que reúne a maior mostra de pintura alguma vez realizada sobre o trabalho do pintor de Amarante, assim como de 36 artistas estrangeiros seus contemporâneos, com obras oriundas de inúmeros museus internacionais e colecções privadas, entre os quais Modigliani, Sonia e Robert Delaunay, Malévitch, Brancusi, Olga Rozanova ou Pablo Picasso.
A mostra que conta com 190 pinturas e desenhos do artista português, abrange todo o período de produção de Amadeo, entre 1908 e 1918, e conta com o Alto Patrocínio da Comissão Europeia.
Estão de parabéns os organizadores pela qualidade e quantidade de obras reunidas, algumas delas inéditas como é o caso dos 20 desenhos realizados em 1912 para o livro de Flaubert- La légende de Saint Julien l’Hospitalier.
A visita a esta exposição, considerada já a mais visitada de sempre, permite a compreensão do excepcional trabalho deste percursor do cubismo, que fez igualmente incurssões no impressionismo e no expressionismo, e que embora tardiamente reconhecido, é um dos mais notáveis pintores portugueses do Séc. XX e um dos mais emblemáticos modernistas europeus.
Nascido em 1887 , iniciou-se como caricaturista, partindo aos 19 anos para Paris onde reside até ao eclodir da Grande Guerra. Depois de participar numa exposição nos Estados Unidos, em 1913, voltou a Portugal, onde teve a ousadia de realizar duas exposições, respectivamente no Porto e em Lisboa, causando escândalo entre os seus compatriotas. Amadeo morre permaturamente aos 31 anos vítima de pneumonia, contudo, a sua produção, de apenas 10 anos, é hoje um legado inestimável. Fernando Pessoa e Almada Negreiros, seus contemporâneos, reconheceram-lhe cedo o talento e a mestria, afirmando que Amadeo era "a primeira descoberta dos portugueses no séc. XX" . Uma descoberta que nos cabe hoje redescobrir.

Parabéns à Gulbenkian, na data do seu jubileu, por um contributo inegualável e ininterrupto de 50 anos à Cultura, à Língua, aos Artistas, à Arte e ao Património Português.
Bem hajam!

11 dezembro 2006

Milton Friedman 3


«I am in favor of cutting taxes under any circumstances and for any excuse, for any reason, whenever it's possible. The reason I am is because I believe the big problem is not taxes, the big problem is spending. The question is, "How do you hold down government spending?" Government spending now amounts to close to 40% of national income not counting indirect spending through regulation and the like. If you include that, you get up to roughly half. The real danger we face is that number will creep up and up and up. The only effective way I think to hold it down, is to hold down the amount of income the government has. The way to do that is to cut taxes. »

Quem fala assim não é gago.

A morte do General Pinochet


Morreu este domingo o general Augusto Pinochet.

Para todos aqueles que acusaram o antigo dirigente do Chile de estar a dramatizar e a fazer encenações sobre o seu verdadeiro estado de saúde, a questão ficou, definitivamente, esclarecida!
Na imprensa portuguesa todos falam da morte do ex-ditador do Chile, mas, curiosamente, são os mesmos que quando se referem a Fidel Castro, falam do líder cubano.
É esta duplicidade de critérios de designação que nunca entederei...

10 dezembro 2006

Milton Friedman 2


«There are four ways in which you can spend money. You can spend your own money on yourself. When you do that, why then you really watch out what you’re doing, and you try to get the most for your money. Then you can spend your own money on somebody else. For example, I buy a birthday present for someone. Well, then I’m not so careful about the content of the present, but I’m very careful about the cost. Then, I can spend somebody else’s money on myself. And if I spend somebody else’s money on myself, then I’m sure going to have a good lunch! Finally, I can spend somebody else’s money on somebody else. And if I spend somebody else’s money on somebody else, I’m not concerned about how much it is, and I’m not concerned about what I get. And that’s government. And that’s close to 40% of our national income. »
Digam-me lá se este homem não era um senhor!

Mais uma brilhante de Marques Mendes


"A CP, Metro de Lisboa, Carris, Transtejo e STCP tiveram prejuízos acumulados de 4 mil milhões de euros em quatro anos”, revelou Marques Mendes, afirmando que no mesmo período de tempo o endividamento destas empresas ascendeu aos 9 mil milhões de euros.
O líder social-democrata propôs que o Executivo de José Sócrates privatize ou conceda a gestão destas empresas a privados, salientando que os portugueses não têm de pagar os “elevados prejuízos de empresas de transporte que nem conhecem e raramente usam." in Correio da Manhã

Então os portugueses não conhecem nem usam estas empresas de transportes?!? Privatizar? Mas alguém compraria uma empresa nestas condições financeiras?

O transporte público, ou concessionado a privados, é absolutamente necessário ao funcionamento da sociedade portuguesa. Pode e deve ser melhor gerido, mas trará sempre um encargo ao Estado, nem que seja por via das indemnizações compensatórias pelos preços praticados.

Mais uma vez MM perdeu uma boa oportunidade para ficar calado!

A palhaçada dos voos da CIA (3)

Volto a este assunto em virtude do que se passou recentemente em Portugal.
Estes ilustres pseudo-inspectores europeus resolveram vir a Lisboa, tentar falar com não sei quantas pessoas, numa tentativa de obter esclarecimentos sobre vôos da CIA que por aqui teriam passado em anos recentes.
Considero esta comissão de inquérito pateta e acho que não vai resolver nem esclarecer absolutamente nada. Para além do mais, se são devidas explicações sobre este assunto, elas deverão ser dadas ao Parlamento Português!
Posto isto, acho que os ex-ministros Paulo Portas e Figueiredo Lopes fizeram muitíssimo bem em ter recusado o convite da comissão. Acho que o Ministro Luis Amado esteve muito bem ao recebê-los sem lhes dar grande importância, ao que parece, numa pequena sala do MNE que nem chegava para todos. Acho que o SIS fez bem em não falar com a comissão. Jaime Gama devia ser condecorado pelo episódio das salas.
Esta comissão que regresse às suas origens e vá mas é trabalhar pelo projecto europeu, que tanto precisa.
Pela minha parte só posso afirmar que fico muito sossegado com o facto de haver vôos da CIA a sobrevoar Portugal. Já ficaria preocupado se se tratassem de vôos da Alquaeda ou desviados por terroristas com o intuito de chocar com as torres das Amoreiras...

09 dezembro 2006

Encompassing the Globe

Vai realizar-se em Washington, no prestigiado Smithsonian Institution, a exposição "Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th century", de 23 de Junho a 11 de Setembro. A exposição integra 300 peças oriundas de Portugal e de culturas com as quais a expansão portuguesa se cruzou.
A exposição é financiada pelo Ministério da Cultura (420 mil euros e cedência de 30 peças do Museu Nacional de Arte Antiga) e por mecenas como o BCP, o Santander e... Joe Berardo. O Ministério da Economia angariou patrocinadores e peças para a exposição.
Tudo isto é muito positivo e representa um esforço notável de projecção e internacionalização da história e da cultura portuguesas. Ainda por cima, o modelo escolhido parece-me correcto, uma vez que combina financiamento público e privado. Deixo aqui assinalado o meu apreço pela iniciativa e pela colaboração (relativamente pouco usual) entre os Ministérios da Economia e da Cultura, cujos responsáveis, aliás, não têm sido brilhantes (a parte final é eufemística).
Não resisto a finalizar exprimindo uma profunda convicção, que é também um solene pedido à Sr.ª Ministra da Cultura: por favor, menos pelintrices como a Festa da Música no CCB e mais exposições no Smithsonian Institution!

Mais uma sondagem...

"O PS voltaria a vencer as eleições legislativas com maioria absoluta, caso o escrutínio se realizasse hoje, enquanto o PSD mantém a tendência de queda, de acordo com uma sondagem Renascença/SIC/Expresso.

O PS alcançaria 44,4 por cento das intenções de voto, numa projecção em que se presume que quem responde «não sabe ou não responde» opta pela abstenção.

Por seu lado, o PSD obteria 31,3 por cento, a CDU 8,8 por cento e o Bloco de Esquerda 8 por cento. O partido menos votado seria o CDS-PP, com 4,7 por cento dos votos. " in Portugaldiário...
Não sei porquê mas veio-me à memória uma frase de Marques Mendes na noite das últimas legislativas: "o PSD tem, rapidamente, de mudar de vida"...

O pós referendo...

A discussão já está instalada, em diversos movimentos e blogs, sobre o que fazer com o resultado do referendo ao aborto caso a participação dos eleitores seja inferior a 50%. Ou seja, o que fazer se o resultado não fôr vinculativo...
Confesso que estranho esta questão. Para mim é por demais evidente que se deve respeitar a vontade dos eleitores, mesmo que que o resultado não seja vinculativo.
Aliás foi o que aconteceu com o referendo de 1998. O "não" ganhou e não era vinculativo. Na Assembleia da República havia uma maioria de deputados que defendia o "sim". No entanto, e por respeito à vontade manifestada pelos portugueses que votaram em referendo, o Parlamento não alterou a lei.
E o mesmo se deverá passar com o próximo referendo. Independentemente de votarem mais ou menos de 50% dos eleitores, se o "não" ganhar, não se deverá alterar a lei, se o "sim" vencer, então altere-se em conformidade.
Parece-me óbvio!

Pausa na discussão...



Cá está um coelho, no mínimo original. Não, não é um peluche, é bem verdadeiro e estava na lojas dos animais da Gare do Oriente...

06 dezembro 2006

Não está mal...



O meu estimado e nunca assaz louvado amigo PBH, que tem a cargo, na Gazeta Lusitana, a crónica das nomeações pontifícias, deixou passar esta - anda ocupado a terçar armas pela monarquia e outras questões momentosas.
O Papa nomeou o brasileiro D. Frei Cláudio Cardeal Hummes, franciscano, como prefeito da Congregação para o Clero. Conservador em questões religiosas, D. Cláudio Hummes alinha à esquerda em questões sociais e destacou-se sempre pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Notável pela sua contestação à ditadura militar brasileira.
Soma-se mais um homem inteligente e mais uma presença da lusofonia na Cúria Papal.

Paradoxo de Russell

O barbeiro barbeia todos os homens que não se barbeiam a si próprios.

Pergunto: o barbeiro pode barbear-se?

Barbeando-se, o barbeiro deixa de integrar o conjunto dos homens que não se barbeiam a si próprios; portanto, de acordo com a definição, o barbeiro não pode barbear-se.

Não se barbeando, o barbeiro passa a integrar o conjunto dos homens que não se barbeiam a si próprios e, ipso facto, tem de se barbear.
Conclui-se que o barbeiro não pode barbear-se nem pode não se barbear.
Alguém discorda?

Embrulha!!!

Aprovada a Lei das Finanças Regionais.

05 dezembro 2006

04 dezembro 2006

Festa da Música no CCB

Aqui segue, para aqueles que se interessarem, o endereço on-line de uma petição pública contra o fim da festa da Música no Centro Cultural de Belém.

http://www.petitiononline.com/musica/

03 dezembro 2006

Star Wars em Portugal (3)


Deixo aqui o link para o site da exposição que está patente no museu da electricidade...

2004: Percepções e Realidade

O livro de Pedro Santana Lopes revelou-se um verdadeiro êxito de vendas. Em pouco mais de 2 semanas o livro já esgotou 3 edições, cada uma de 5 mil exemplares. Isto apesar dos detractores habituais do regime que rapidamente vieram criticar o livro e o seu autor.
Como aqui tinha dito, já comprei o livro e a leitura vai se processando à medida do tempo disponível, que não é muito. Considero-o um livro interessante e esclarecedor do que muito se disse e publicou naquela altura a propósito do XVI governo constitucional.
Iniciarei em breve um conjunto de posts baseados em citações do livro e que me parecem importantes e elucidativos sobre aquele breve período da nossa história recente.

01 dezembro 2006

OE 2007, pela contra informação (2)

Outra genial!

OE 2007: um mau orçamento.. aprovado

O Orçamento do Estado para 2007 foi aprovado, em votação final na Assembleia da República, com os votos favoráveis do PS e contra dos restantes partidos!
Em vários posts neste blog, procurei demonstrar que este orçamento é fictício, atendendo ao cenário macro-económico que lhe está subjacente, e traduz opções erradas como diversos aumentos da carga fiscal. Já não vou à violação dos diversos compromissos eleitorais do PS, atendendo a que o assunto já foi debatido à exaustão, ficando claro para a generalidade das pessoas que tal corresponde à verdade.
Ao longo do ano de 2007, cá estaremos para ver a execução orçamental, a transparência das contas ou o recursos aos truques contabilísitcos... Mas sobretudo cá estaremos para ver a evolução da economia e das nossas finanças públicas atentas as opções do Governo.
Desde ja considero que esta foi uma má notícia para o país, não pelo facto de ter um orçamento aprovado, mas pelo facto de ter este orçamento!

Referendo ao aborto

O Presidente da República anunciou ao país a convocação do referendo sobre a despenalização da interrupçção voluntária da gravidez para o dia 11 de Fevereiro.
A campanha decorrerá de 20 de Janeiro a 9 de Fevereiro.
Em breve escreverei sobre o assunto, anunciando aquele que será o meu voto, antevendo desde já uma discussão interessante...

30 novembro 2006

1º de Dezembro








A evocação do 1º de Dezembro, data comemorativa da independência e da soberania nacional, é uma data importante na memória colectiva dos portugueses, ainda que muitos, hoje em dia, não lhe prestem demasiada atenção.
Foi em 1640 que um grupo de portugueses decidiu pôr termo ao governo estrangeiro de Felipe IV, reconquistando definitivamente a independência do povo português. Esses homens, sob a liderança do então Duque de Bragança D. João, criaram um movimento de unidade que conduziu o país a uma guerra de mais de 30 anos que custou a vida a milhares de portugueses, mas que repôs, apesar dos elevados custos, a dignidade e a soberania nacionais.
Esses conjurados, dignos da nossa homenagem, estão hoje esquecidos, assim como estão esquecidos todos aqueles que morreram nos campos de batalha da guerra da Restauração.
Quero prestar aqui uma singela homenagem a esses homens e mulheres!

Aproveito ainda este "post" para expressar um desejo e prestar mais uma homenagem.

O desejo vai para o Princípe da Beira, D. Afonso de Santa Maria, que ao cumprir 10 anos de idade, entra pela primeira vez no mundo protocolar das comemorações do 1º de Dezembro.
Como herdeiro de D. João IV, desejo que o jovem Príncipe possa sempre,a partir de hoje, cumprir com zelo e dedicação a missão que lhe foi destinada. Desejo que possa crescer como um cidadão exemplar e um arreigado defensor da portugalidade nas suas mais amplas expressões; um democrata e um digno representante dos portugueses.

A homenagem vai para os milhões de vítimas do HIV/SIDA em todo mundo, neste dia que é também, o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA.
A todos eles a minha homenagem e o meu silêncio.

Quem diria?...



A visita de Sua Santidade o Papa à Turquia não corre mal, pois não? O êxito é uma recompensa merecida pela coragem em realizar a visita, após a (injustificada) polémica sobre as declarações de Ratisbona.
O ex-Grande Inquisidor, mudado em peregrino apostólico, demonstra à cristandade e ao mundo o compromisso que o liga, não à defesa da pureza doutrinal e da disciplina eclesiástica e sim ao ecumenismo. Visita a um país de maioria muçulmana, aproximação aos cristãos ortodoxos, encontro com o grão-rabino turco: Bento XVI colheu os ensinamentos de João XXIII (o meu papa dilecto, que levantou a excomunhão dos judeus) e de Paulo VI (que celebrou missa com o patriarca ortodoxo Atenágoras I) e segue-lhes as pisadas.
Finalmente, o mesmo papa que defende a matriz cristã da Europa e que, curiosamente, escolheu designar-se pelo nome do padroeiro da Europa, assume corajosamente a defesa de outra causa - a entrada da Turquia na União Europeia. Está um verdadeiro progressista, o nosso papa! Que desilusão para aqueles que persistem em acorrentá-lo a uma imagem de ultra-conservadorismo e intolerância! Já ouço ranger de dentese afiar de facas!...

Parece...

...que vem aí um novo plano nacional de luta contra a SIDA. Será algo que preste? Espero que sim, e que contribua para enfrentar um flagelo que vitima 30 mil pessoas em Portugal. Será aceitável que este número tenha permanecido praticamente inalterado ao longo dos anos? Aguardemos o que se segue...

29 novembro 2006

Parabéns!


Parabéns ao português José Manuel Durão Barroso, ex-primeiro-ministro e actual Presidente da Comissão Europeia pela sua eleição como "Europeu do Ano", numa iniciativa promovida pelo semanário European Voice.
É um bom sinal a eleição do Presidente da Comissão Europeia, não só para a União como para Portugal em particular, representado deste modo ao mais alto nível no cenário europeu.

28 novembro 2006

Monarquia? Referendo, já!

O debate sobre a monarquia está longe de ser relevante, actual, decisivo ou sequer pertinente para Portugal; não está presente no quotidiano, não influi decisivamente no destino do País. Não importa enquanto tal, importa por ser debate. Subsiste, alimentado e estimulado por partidários ardorosos, apenas porque uma disposição profundamente anti-democrática da nossa Constituição impede que esse debate seja aprofundado levado às últimas consequências: a discussão e votação pelo povo soberano, que decide destes debates em última instância.
Penso que a discussão é, na realidade, muito simples: qual, república ou monarquia, é a mais democrática? Formulada a pergunta, podemos escolher se lhe queremos dar resposta ou se preferimos iludir o debate com questões acessórias. A república não é menos democrática por ter origem (remota) no regicídio - acto odioso, bárbaro e condenável - tal como os assassínios do conde Andeiro e de Miguel de Vasconcelos não tornam menos democrática a monarquia. A monarquia funda-se na tradição. Então que monarquia pode orgulhar-se de não ter na sua génese (ou em mudanças de dinastia) homicídios, pior, parricídios, fratricídios, uxorricídios, bastardias, adultérios ou outros actos condenáveis?
Outra questão acessória é a dos custos. O que interessa não é saber se o Rei de Espanha gasta 7 milhões e o Presidente português 13; são valores que podem mudar ao sabor da conjuntura. O que interessa não é contabilizar os custos do acto eleitoral, que tão depressa podem ser 5 milhões de euros como insignificantes se for adoptado o voto electrónico ou o voto pela Internet. O que interessa é saber se queremos ou não pagar mais para ter mais democracia. E se a república for mais democrática eu não deixo de a escolher por a monarquia ficar mais em conta! Não quero uma forma de governo em saldo!
A questão, afastado o acessório, é esta: a república leva o princípio democrático às últimas consequências porque o povo escolhe periodicamente o chefe de Estado; o poder de escolha exerce-se a cada 4, 5, 6 ou 7 anos, directamente ou através do Parlamento ou de um colégio eleitoral ad hoc e não é limitado por qualquer legitimidade a-democrática (como a tradição). Aquilo que os monárquicos não percebem ou admitem é que a monarquia, independentemente dos seus méritos, representa uma concessão da legitimidade democrática à legitimidade tradicional. Lamento, mas prefiro poder escolher para me representar o filho de um gasolineiro de Poço de Boliqueime a ser representado, sem poder escolher, por uma sucessão de reis da melhor linhagem Capeto.
Finalmente, nada há de mais anti-democrático do que o carácter supra-partidário que querem atribuir ao monarca. As ditaduras originam-se em indíviduos que afirmam ter uma melhor visão da verdade por estarem acima dos partidos, das facções, das parcialidades: são as visões absolutas (etimologicamente, soltas, desligadas), são as visões totalitárias. Quem é supra-partidário e tem uma visão mais abrangente não precisa de debater, de discutir, de participar do debate. Prefiro um presidente apoiado por um partido, por uma maioria, porque sei de onde vem, sei o que defendeu, o que pensou; tenho, suspensa sob a sua cabeça, a espada de Dâmocles da eleição, que o lembra, constantemente, de que não está acima dos seus concidadãos e que o seu poder é transitório.
É hora de terminar, que o post vai longo. Mas, meus amigos monárquicos, a culpa deste palavreado inútil foi exclusivamente vossa. Façamos depressa o referendo que vos vai reduzir à expressão mais simples e passemos a outro debate.

Cada tiro, cada melro II


A Senhora Ministra da Cultura decidiu reduzir as verbas atribuidas ao Centro Cultural de Belém em 7,5% (600.000 Eur.) Como resultado imediato, o presidente Mega Ferreira anunciou o fim da Festa da Música. O festival, um dos mais populares e bem conseguidos eventos produzidos anualmente pelo CCB, desaparece assim do cartaz de programação, cada vez mais reduzido.
A Sra. Pires de Lima prometeu, contudo, ao presidente do conselho de administação não subir o financiamento, mas também não o reduzir. Podemos descansar portanto!!
O fim da Festa da Música, que contava já com 8 edições, não fez acabar, apesar de tudo, com o protocolo entre o CCB e a CML, que prevêm como substituição a criação de um fim-de-semana cultural, denominado "Dias da música em Belém".
Não admira que a Sra. Ministra ande sem dinheiro, depois das reduções que o OE 2007 impôs ao seu ministério e que ela não soube defender. Apesar de tudo, sobram ainda 1.000.000 Eur para comprar umas peças para enriquecer a colecção da Fundação Berardo que deve estar a chegar a Belém, mais dia , menos dia.
O CCB que tinha ficado reduzido aos auditórios e aos foyers, pode, por este andar começar a pensar em alugá-los à Castelo Lopes ou à Lusomundo, porque não? A sigla até pode manter-se e não se estragam duas casas!
A Sra. Pires de Lima continua a fazer tiro ao alvo, cada vez com pior pontaria. Espera-se a todo o momento o efeito de ricochete.

Elogio da Poesia














Morreu este fim de semana um dos pais do Surrealismo português. Foi um dos primeiros, e o último a desaparecer. Mário Cesariny Vasconcelos deixou uma obra literária e e de pintura que marcaram uma época e uma geração. Nascido em 1923, foi sobretudo a partir de 1947 que juntamente com Alexandre O'Neill, António Pedro, Cruzeiro Seixas, Pedro Oom e António José Francisco iniciou aquilo que viria a ser um grupo dissidente da Escola António Arroio em Lisboa- Os Surrealistas.
A Liberdade, o Amor, a Poesia. Esta é a tríade do surrealismo que vem colocar-se ao lado, ou à frente, da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, da Revolução Francesa.
A liberdade, sobretudo a liberdade! Para escrever, para pintar para dizer.
Nas palavras de Cesariny " ...a nossa descoberta do surrealismo não fez uma explosão, fez uma implosão. Também não era tempo de andar a falar alto. Íamos para a choça, o que não nos agradava muito. Os neo-realistas ficavam muito honrados quando iam presos. Nós não achávamos graça nenhuma..."
Poeta e pintor incómodo, viveu por pequenos períodos em Londres e Paris, nunca tendo abandonado Portugal ao contrário de muitos da sua geração. Fez publicar Corpo Vísivel (1950), Manual de Predestinação (1956), Pena Capital (1957) e Nobilíssima Visão (1959). Visitou regularmente as instalações da Policia Judiciária, suspeito de vagabundagem, durante os anos do Estado Novo. A partir de 1974, torna-se praticamente o único representante do movimento em Portugal, desfeito quer pela morte de alguns do seus membros, quer pelo afastamento de outros.
Com exposição patente em Alfama, na Perve Galeria, depois de uma retrospectiva apresentada no Circulo de Bellas Artes em Madrid, que encerrou dia 19, Cesariny despede-se assim aos 83 anos editando ainda um livro de poesia pintada; Timothy McVeigh- O Condenado à morte, que versa sobre a pena capital.

- O Mário pensa na morte?
Não muito. Penso mais nas doenças...
-Acredita na imortalidade?
Não sei. Quando lá chegar, eu telefono.
OE 2007, pela contra informação

Genial!
Star Wars, Ep V Empire strikes back

Continuando a recordar a saga...

26 novembro 2006

Nasceu o 31 da Armada

Já está on-line...

25 novembro 2006

Portugal, Novembro de 1975 (2)
Portugal, Novembro de 1975

A fabulosa entrevista do 1º Ministro do VI Governo Provisório.
Hoje é o dia da DEMOCRACIA em PORTUGAL.

25 de Novembro sempre, PREC's nunca mais!

24 novembro 2006

Portugal antes do 25 de Novembro...2

Ocupação de empresa.
Portugal antes do 25 de Novembro...

Cerco aos TLP, 1974
Novidades na Blogoesfera 2
CDS quer comemoração anual do 25 Novembro pelo Parlamento

Aqui está uma proposta que deve merecer o apoio de qualquer pessoa que preze a verdadeira democracia.
Eu iria até mais longe: se o 25 de Abril é feriado e pretende comemorar o dia da Liberdade, o 25 de Novembro também deveria ser feriado para comemorar o dia da Democracia.
Afinal de contas, foi só a partir dessa data que o país respirou de alívio e o perigo de uma ditadura comunista foi definitivamente arredado.

Gazeta 2007

Quando agora entrei no blog, o contador registava 2007 visitas.
Considero-o um número assinalável em menos de 3 meses de existência (do contador! O blog é ligeiramente mais velho).
Aos meus ilustres amigos e companheiros de postagens e a todos os nossos leitores e comentadores, muitos deles amigos também, o meu obrigado!

23 novembro 2006

Cada tiro, cada melro...


A Senhora Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, não pára de nos surpreender com notícias importantes para a cultura portuguesa e declarações cheias d'esprit!
Depois do anúncio da criação do Museu da Língua Portuguesa, essa grande obra socrática em prol da cultura nacional, eis que a senhora Pires de Lima vem acusar a Câmara Municipal do Porto de não investir na cultura!Claro que o Presidente da invicta deu a resposta que a senhora ministra merecia!
A senhora ministra, que anda sempre muito informada, deveria preocupar-se com os cortes orçamentais que o seu ministério, já de si depauperado, sofre com o OE 2007 apresentado pelo governo. Se o desejo desde há muitos anos era chegar ao 1% do OE para a Cultura, com este governo e esta ministra não chegamos sequer aos 0,5 %. Bravo!
Quanto ao Porto, a CMP têm investido sobretudo em áreas que são importantes e estruturais para a cultura do concelho, isto é, nos museus, bibliotecas e arquivos. A senhora Pires de Lima bem podia aprender qualquer coisa de novo e de salutar para a Cultura Portuguesa, e investir naquilo que são as bases estruturais de promoção, difusão e conservação dos bens culturais do país, isto é, os museus, as bibliotecas e os arquivos. Se assim fosse, o dinheiro era bem gasto e era útil. Claro que isso obrigaria a cortes em outras áreas e projectos, como o da criação de novos museus inúteis, ou no pagamento a juros de colecções privadas de gosto duvidoso.
Para que isto acontecesse seria necessário, contudo, que a senhora ministra estivesse mais bem informada e se dedicasse um pouco mais aos reais problemas do seu ministério. Seria também importante que tivesse um conhecimento mínimo sobre aquilo que se vai passando pelo país e quais as colecções, arquivos, artistas, livros e demais produções culturais que o país têm. Por fim, um pouco de amor a esse património inestimável também não ficaria mal.
Talvez assim, da próxima vez que perguntarem em entrevista à senhora Ministra que identifique os 10 museus e colecções de que mais gosta, ela se lembre de alguma colecção portuguesa, antes do 10º lugar, e já agora que acerte no local onde essa colecção se encontra.
Não há nada mais triste que ser ignorado pela própria tutela ignorante!
É que nem a colecção Berardo! Chiça!
Cada tiro cada melro...

22 novembro 2006

Livros da semana II


Não sendo uma biografia, o livro de Mendo Castro Henriques apresentado recentemente - D. Duarte e a Democracia, é um interessante retrato da relação entre S.A.R. O Duque de Bragança e a política portuguesa.
Infelizmente, são pouco conhecidas as opiniões políticas do Chefe da Casa Real Portuguesa. A imprensa e os "opinion makers" reduzem bastas vezes o seu comentário a questões menores, ligadas à família ou à participação do Princípe em determinado tipo de eventos. Há uma visão por demais curiosa e côr-de-rosa em relação à personalidade e à matéria, e por de menos política, o que é lamentável.
Este livro contribui para que se conheça mais de perto aquilo que é a visão de D. Duarte sobre as grandes questões nacionais e da política internacional, assim como da sua intervenção ao longo de anos em matérias tão importantes como seja o caso de Timor-Leste.
Curioso é o facto de o livro ter sido apresentado em Lisboa por um destacado republicano, Manuel Alegre, e no Porto pelo presidene do maior banco privado do país, Paulo Teixeira Pinto.

19 novembro 2006

Novidades na Blogoesfera...
Entrevista Alberto João Jardim, by Gato Fedorento

18 novembro 2006

Mudam-se os tempos...

O Tribunal de Contas esclareceu hoje que o relatório de auditoria em que foi detectada uma desorçamentação de 374 milhões de euros nas contas públicas de 2005 foi aprovado por unanimidade por um conjunto de juízes, não expressando a posição individual do seu relator.

Pois é, assim se cumpre o défice, nas palavras de José Sócrates sem truques e artifícios!

Mas esta notícia não deu muito alarido vá-se lá saber porquê...

Se o episódio tivesse acontecido na vigência do anterior governo, seguramente que já tinham sido marcados 5 debates de urgência no Parlamento, os economistas da nossa praça já teriam ido a Belém, os comentadores do regime falariam na falta de credibilidade do Governo, a oposição já teria pedido a cabeça do Ministro das Finanças e o Presidente da República já teria dado sinais da sua inquietação face à governação do país!

Mudam-se os tempos...

Sururu na Câmara de Lisboa


A SRU da BAIXA POMBALINA

O que mais tem feito apodrecer a partidocracia portuguesa, tem sido o monolitismo da sua vivência interna.Numa lógica neo salazarista, mesclada pelo nosso centralismo napoleónico, nos partidos, em todos eles, só conta o que pensa e decide o líder circunstancial e o seu iluminado séquito.Esta atitude é tanto mais grave, quanto é exactamente isto que também se verifica nos dois principais partidos do sistema.Ao longo dos anos, este percurso tem conduzido à desertificação e estirilização dos aparelhos partidários. Cada vez intelectualmente mais pobres, mais dependentes das mordomias da ocupação do poder, cada vez menos livres.
Ora, são episódios, como o que agora ocorreu, com a novela em curso, sobre a constituição da SRU da Baixa Pombalina, que mais colocam a nu este caminho.Portugal Gaspar, um qualificado quadro do PSD/Lisboa – e não mais um “boy”, foi convidado em Setembro, pelo próprio Presidente da Câmara, para participar na administração dessa mesma Sociedade de Reabilitação Urbana. Aceitou e ficou à espera da nomeação.
A proposta em apreço foi, com a designação dos nomes dos titulares, à reunião de Câmara de 2 de Novembro passado. Com uma desculpa circunstancial esfarrapada foi, à última hora, retirada da ordem de trabalhos.Nos dias subsequentes, a Presidência da Câmara comunicou a Portugal Gaspar, e a um grupo alargado de deputados municipais, que a proposta dificilmente poderia ser confirmada, porque tinha a oposição, pessoalmente formalizada, do líder do partido, bem como da presidente do PSD/Lisboa!!!
Assim, ontem, foi apresentada a reunião de Câmara, uma proposta “hemiplégica”, ou seja, somente com dois dos três membros do conselho, o que terá causado, entre outros motivos, o desmoronar da coligação PSD/CDS.
Como Presidente de uma Câmara, onde, em harmonia, lidero há dez anos uma coligação com estes dois partidos em permanente sintonia, lastimo que pequenas guerrilhas pouco responsáveis possam colocar em causa a estabilidade governativa na principal Câmara do País.
O PSD tem muitos e bons quadros na Câmara de Lisboa, mas também conheço sobejamente a competência e a honradez de Maria José Nogueira Pinto. Não foi certamente por esse lado que quebrou a corda. Um dia ainda havemos de ter um País onde, como em França, se realizam primárias, sem drama, para escolher um candidato presidencial ou, como, na Grã Bretanha, o primeiro Ministro se sujeita ao sufrágio anual do partido e do seu próprio grupo parlamentar.
Modernices, das sólidas e “velhas” democracias…

posted by Luís Filipe Menezes at 4:19 PM

17 novembro 2006

16 novembro 2006

In memoriam


Numa cerimónia presidida pelo Presidente norte-americano George W. Bush e pelo seu antecessor Bill Clinton, foi lançada, em Washington, a primeira pedra para a construção de um grande monumento de homenagem a Martin Luther King.
O memorial a Luther King ficará entre os mausoléus de Jefferson e Lincoln- "Luther King receberá o seu lugar legítimo entre os grandes americanos homenageados no Mall" referiu o Presidente norte-americano no seu discurso.
É uma homenagem muito justa, embora tardia, àquele que foi o maior defensor e activista dos direitos civis dos cidadãos norte-americanos no Séc.XX e um modelo inspirador para inúmeros movimentos de direitos humanos e civis espalhados pelo mundo.
Prémio Nobel da Paz em 1964, Luther King foi um defensor e um seguidor das ideias de desobediência civil não-violenta, preconizadas por Mahatma Gandhi, vindo a morrer prematuramente ao ser assassinado em 1968.
Não deixa de ser curioso, que Luther King seja homenageado de forma cimeira, numa altura em que o governo dos EUA é liderado por George W. Bush, defensor e seguidor das ideias de defesa preventiva.

15 novembro 2006

Livros da semana.


Esta semana o ex-Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes fez editar o seu novo livro - Percepções e Realidade. Trata-se de um relato dos principais acontecimentos que conduziram à queda do seu governo em 2004, depois da decisão do então Presidente da República Jorge Sampaio, de dissolver a Assembleia da República.
Também esta semana é apresentada, na Universidade de Navarra em Pamplona, a tese de doutoramento do antigo Presidente da República Ramalho Eanes, com 1976 páginas - Sociedade civil e poder político em Portugal. A tese, escrita em forma de memórias políticas, faz um retrato dos 10 anos em que o General ocupou o Palácio de Belém.
Tratam-se de dois textos sobre a história recente da política portuguesa, necessáriamente muito diferentes quer no estilo quer no conteúdo, e que prometem trazer novas luzes sobre alguns assuntos polémicos que dominaram a vida política nacional.
Independentemente da qualidade dos textos, que ainda não li, é louvável que ambos saiam à luz do dia.
Em Portugal não existe a tradição das memórias políticas, assim como não há tradição na biografia e na autobiografia, política ou outra.
É sempre enriquecedor quando alguém que ocupou um lugar de destaque, como seja o lugar de PR ou de PM, deixe registado por escrito a sua experiência e a sua visão do país e dos assuntos públicos durante esse período.
A História agradece, e os cidadão também!

11 novembro 2006

Dívidas do Estado

Não posso deixar de elogiar este projecto de diploma do CDS. Nunca percebi porque razão o Estado se arroga no direito de publicar a lista daqueles que lhe devem dinheiro sem aplicar esse princípio a si próprio!
Afinal de contas, dívidas são dívidas, independentemente de quem seja o devedor. Ou será que o Estado tem algo a temer?
Tem-se por hábito dizer que o Estado é pessoa de bem, mas a realidade muitas vezes revela o contrário.
Partilho convosco uma pequena história de que tive conhecimento, por motivos profissionais, sobre dívidas ao Estado e do Estado:
Uma pequena clínica médica funcionava em exclusivo para diversos subsistemas de saúde públicos (militares, forças de segurança, ADSE, etc.). A certa altura essas entidades deixaram de pagar à clínica por falta de verbas. A situação foi se arrastando e degradando com o avolumar de serviços prestados sem o respectivo ressarcimento por parte das entidades públicas. Em determinado momento, e para evitar a falência, a clínica dispensou parte dos seus colaboradores e deixou de entregar ao Estado as retenções na fonte de IRS e segurança social. Pouco tempo depois, e invocando a falta de cumprimento das obrigações fiscais, o Estado penhorou os bens da clínica. E esta hein?

10 novembro 2006

Ainda as Scut's

Esta semana tenho tentado pôr a leitura de jornais e revistas em dia. Entre essas leituras encontra-se a revista Sábado do dia 26 de Outubro, e da qual não resisto a reproduzir uma parte do artigo de José Pacheco Pereira (JPP) a propósito das Scut's, que subscrevo na íntegra.
No artigo intitulado "o jogo perigoso das SCUT", depois de fazer a distinção entre não cumprir promessas eleitorais e tomar os portugueses por parvos, JPP diz o seguinte:
"Já ao tomar-nos por parvos o primeiro-ministro e o Governo correm mais riscos de terem um efeito "húngaro". É que estar a tentar dizer aos portugueses que acabar com algumas scut é "cumprir uma promessa eleitoral" é tomar-nos por parvos. Não adianta vir brandir uma alínea do programa eleitoral, que estipulava condições para algumas estradas perderem a qualidade de serem grátis para os utilizadores, condições essas que já se aplicavam à data das eleições de 2005, para fazer esquecer que a questão das scut é uma das que mais confrontações tem provocado entre Governo e Oposição e antes, em campanha, entre PS e PSD, e que ninguém percebeu que a posição do PS era acabar com elas ou com parte significativa delas. É que insistir na mentira atirando-nos aos olhos com as letrinhas pequeninas das apólices de seguro para não pagar o que é devido é que deu má fama às seguradoras. E pessoas defraudadas agem com muito mais raiva, na razão directa dos esforços para as convencer de que assinaram o contrário do que lhes foi dito de viva voz, por culpa delas."

09 novembro 2006

Os Portugueses II


Os portugueses, entretidos na classificação do seu passado, lá vão enterrando o futuro...
Não admira! Depois de elegerem Luis de Camões e António Salazar para o top + da nação pouco lhes resta senão o abandono do futuro.
Talvez nunca tenhamos lido, ou compreendido verdadeiramente, as palavras de António Vieira acerca da História " A história é importante para aprender com o passado, compreender o presente e projectar o futuro..." . Parece simples ...
Que seria de uma pessoa sem memória? Seria certamente como um recém nascido, viveria uma existência onde a experiência não tinha lugar. A experiência e o consequente conhecimento que advém desta, é construido com base na memória. Sem memória o mundo e os Homens nunca teriam evoluido, porque não teriam nunca adquirido o conhecimento que advém da experimentação. As nações não são diferentes das pessoas!
Esta pequena reflexão surge pelo conhecimento que tive do último relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Segundo este indicador elaborado pela ONU, Portugal desce em 2006 dois lugares consecutivos, do 27º para o 29º respectivamente. É espantoso como um país da Europa Ocidental, que recebe fundos estruturais há duas décadas para o seu desenvolvimento, e cujos governos fazem reformas sucessivas em todas as áreas da governação, desde a agricultura às finanças, da defesa à economia, da educação (quantas foram já??) à saúde; possa, em apenas 3 anos descer 4 lugares no ranking do desenvolvimento, ao ritmo assustador de um lugar por ano!
O mesmo país que não é capaz de se reformar e crescer ( não em termos económicos, mas sim em desenvolvimento humano) é o mesmo país saudoso de António de Oliveira Salazar.
Não se trata apenas de um problema de memória. É mais grave.
Trata-se, isso sim, de um problema de maturidade, um desejo absoluto de não querer crescer, de não querer lembrar. À mínima contrariedade recorre-se à autoridade do Pater, do comando invisível e exterior e, portanto, à desresponsabilização individual.
Portugal tem sindroma de Peter Pan!

A barbárie em forma de propaganda...


Acordei eu hoje de manhã, num dos raros dias de sol que a semana nos proporciona, e eis que encontro a rua forrada de pequenos cartazes vermelhos. A panfletagem diz o seguinte: "Este Governo só corta onde nos dói" para logo acrescentar " O que vai acontecer à sua reforma?" e termina com um convite a uma palestra proferida pelo Dr. Louça...
Já não bastava aos lisboetas a desgraça que lavra por toda a capital de assinaturas feitas com sprays à laia de grafitis, temos agora também de levar pelos olhos dentro, com os convites do Dr. Louçã!!
Não há ninguém que mande prender esta gente? Sinceramente que não compreendo o que faz a CML ou os fiscais, que acredito devem existir, para punir este tipo de comportamentos.
Os grafitis que enojam toda a cidade proliferam, com acentuada manifestação no Bairro Alto, que depois de obras de reabilitação que levaram pelo menos uma década, e no momento em que está apresentável para o veraneio dos cidadãos, foi literalmente forrado de gatafunhos e bizarrias, sem que se tivesse notado qualquer operação de limpeza ou de punição de tais actos, para desespero dos proprietários e dos transeuntes.
Agora o Dr. Louçã e sus muchachos resolvem forrar ruas inteiras, caixotes do lixo, paragens de autocarro, vidrões e papelões e ninguém diz nada.
Para um partido com representação na Assembleia da República e na Assembleia Municipal de Lisboa não está mal.
Que pensará desta barbárie o vereador Sá Fernandes, sempre tão preocupado com as obras, os parques, o estacionamento, as contas e o raio que o parta??
Star Wars: Ep IV A New Hope


Enquanto decorre a exposição no museu da electricidade, aqui na Gazeta Lusitana, recordaremos os diversos episódios desta saga que conta com milhões de fãs por esse mundo fora.

08 novembro 2006

Dr. House de volta à TVI


A ironia, o sarcasmo, o humor negro do Dr. House estão de regresso à TVI, numa série a não perder.
Para quem não conhece, deixo este pequeno video para ficarem com uma ideia.

07 novembro 2006

OE 2007: a cereja em cima do bolo...

Défice público: Bruxelas duvida dos objectivos do Governo


A Comissão Europeia acredita que Portugal vai conseguir cumprir a meta do défice orçamental no corrente ano (4,6% do PIB), mas antecipa que o desequilíbrio será maior do que o previsto por Lisboa em 2007 e 2008.

Nas Previsões Económicas do Outono, hoje apresentadas, a Comissão Europeia prevê um défice de 4,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 e de 3,9 em 2008, enquanto que as estimativas de Lisboa são, respectivamente, de 3,7 e 2,6%

Bruxelas afirma que as previsões já tomam em consideração as medidas correctivas implementadas recentemente, assim como a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2007.

OE 2007: um mau orçamento..(6)

Cada português vai pagar mais 271 euros ao fisco em 2007

No próximo ano cada português vai ter de pagar, em média, mais 271 euros ao Estado por força do aumento da carga fiscal. Mensalmente este aumento médio cifrar-se-á em mais 22,6 euros.
Contas feitas aos valores inscritos no Orçamento do Estado para 2007 conclui-se que 48% do aumento do PIB per capita no próximo ano destina-se a suportar o crescimento da carga fiscal. Deste modo, o PIB per capita deverá crescer 563 euros em 2007, enquanto os encargos fiscais e prestações efectivas, que englobam a Segurança Social, aumentarão 271 euros.
No próximo ano, a carga fiscal crescerá per capita 5,27%, enquanto o rendimento por habitante ficará pelos 3,91%.
Os contribuintes em geral, reconhecidos, agradecem ao Eng. Sócrates o cumprimento das suas promessas eleitorais!

06 novembro 2006

OE 2007: um mau orçamento..(5)

Outro aumento de impostos:

Uma ligeira alteração de redacção de um artigo do código do IRS vai resultar num agravamento fiscal para todos os contribuintes por conta própria que estão enquadrados no regime simplificado.
Até agora, para estes contribuintes, o Estado tributava 65% dos seus rendimentos. Com o Novo Orçamento, a percentagem do rendimento sujeito a tributação passa para os 70%.
Mais uma medida coerente de quem dizia em campanha que não aumentaria os impostos.
Os contribuintes enquadrados no regime simplificado, reconhecidos, agradecem ao governo socialista...

Os Portugueses....








Parece que o resultado do discutido concurso sobre os Grandes Portugueses é interessante!
Diz-se que em primeiro lugar ficou Luis Vaz de Camões, homem das letras e com biografia extensa e bem conhecida dos portugueses!
O segundo lugar é ocupado pelo antigo Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar! Ena, Ena!!
A confirmarem-se estes resultado, isto vai ser bonito!
Tanto falaram que se lixaram...
Aguardemos.

O regresso dos Sith...


O Papa Bento XVI abriu entre os católicos mais um interessante tema de reflexão e diálogo, em nome da unidade cristã. A 11 de Outubro p.p. o Sumo Pontífice admitiu a possibilidade de celebrações em latim "sem hever necessidade de autorização do Bispo da diocese". O Santo Padre "com benevolência pastoral", deseja que não seja coisa tão pouco importante a dividir os cristãos...
A origem deste anúncio inédito parece estar na desejada aproximação entre o Vaticano e a Fraternidade de S. Pio X, fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991).
O dito prelado, que em 1970 fundou na Suiça a nomeada Fraternidade, foi um intransigente opositor aos principios que nortearam o Concílilo Vaticano II ( o "aggiornamento" de João XXIII e Paulo VI). Chefe dilecto dos integristas, o Arcebispo de Dacar, liderou os defensores de um catolicismo "integral", sem concessões ao ecumenismo, à liberdade religiosa e à modernidade.
Depois de sucessivas declarações contra o diálogo inter-religioso, Lefebvre foi suspenso "a divinis" por Paulo VI em 1976. Ao ordenar quatro bispos em 1988, João Paulo II consumou a ruptura e excumungou o Arcebispo. O seus seguidores só celebram missa em latim.
Parece que o assunto é tema de conversa no Vaticano, sobretudo na Congregação para a Doutrina da Fé e para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
Tudo indica que Bento XVI se prepara para divulgar uma Carta Apostólica em que, entre outras determinações, liberalize a celebração tradicional, segundo o missal de S. Pio V ( em latim).
Já agora, e nas palavras de D. Carlos Azevedo, porta-voz da Conferência Episcopal portuguesa "Para voltar às origens então que seja em grego!".
Pois sim! Eu até propunha mesmo o aramaico, já que andamos numa de coisas exóticas!
Já que os fiéis cada vez mais vão menos à missa, podia ser que assim, à moda de espectáculo, lá pusessem os pés, nem que fosse porque é fixe ouvir um tipo a dizer uma cenas numa língua que ninguém entende. É quase como ir ao cinema ver a Guerra das Estrelas e ouvir os andróides e outras criaturas da galáxia!
É ocasião para dizer, o Vaticano merece bem uma missa, em Latim!

04 novembro 2006

Star Wars em Portugal (2)

Para os interessados, aqui deixo mais algumas informações referentes à exposição que está patente no Museu da electricidade:
Horário:
Domingo a 5ª, das 10h00 às 20h00.
6ª e Sábado, das 10h00 às 22h00.
Encerra à 2ª feira.
Preço do bilhete: 10 €. Crianças até aos 6 anos não pagam.

Terroristas regressam a Portugal

Lisboa recebe VIII Encontro Partidos Comunistas em Novembro

Portugal recebe pela primeira vez o Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, entre 10 e 12 de Novembro, uma iniciativa que visa encontrar caminhos para o socialismo e discutir os «perigos do imperialismo».
Pelos vistos cá acolheremos novamente os camaradas dessas democracias de referência do séc. XXI, como Cuba e a Coreia do Norte. Provavelmente os amigos das FARC também.

03 novembro 2006

Star Wars em Portugal

Para os fãs desta saga, como eu, aqui fica a notícia: já abriu a exposição Star Wars no museu da electricidade. Até 14 de Janeiro.

31 outubro 2006

OE 2007: um mau orçamento..(4)

Mais um aumento de impostos:

O OE 2007 prevê uma diminuição na dedução específica dos pensionistas, que na prática é um aumento de impostos.
Até agora, os pensionistas com rendimentos até 7500€/ano, ie, 535€/mês podiam deduzi-los integralmente, pelo que não ficavam sujeitos a IRS.
Neste orçamento, o Governo solidário do PS reduziu o montante para 6100€/ano, ie, 435€/mês.
Ou seja, um pensionista que recebesse este ano 535€/mês não era tributado sobre aquele montante, já em 2007, se mantiver o mesmo valor da pensão já será tributado sobre 1400€.
Moral da história: este pensionista, que não viu os seus rendimentos aumentados, que perdeu poder de compra por cauda da inflação, ainda leva um bónus do Governo e acaba por ser mais tributado do que era.
Por razões óbvias nem me vou pronunciar sobre a fortuna que são os 435 ou 535 por mês para pessoas geralmente idosas e que vêem grande parte da sua pensão desaparecer nas contas das farmácias e médicos.

Os pensionistas, reconhecidos, agradecem ao Eng. Sócrates o esforço de solidariedade do seu Governo!

OE 2007: um mau orçamento... (3)

O OE 2007 traduz um aumento da despesa corrente do Estado em 3,6% face a 2006.
Ao contrário do que diz o Governo, não existe nenhuma redução da despesa. O que há é uma redução da despesa no peso do PIB! Ou seja, a despesa cresce em termos absolutos mas reduz o seu peso percentual!
Mais um truque na maneira de apresentar os números, mais uma cambalhota em relação ao que se disse sobre artifícios nas contas públicas...

30 outubro 2006

Referendo

Concorda com o julgamento de uma mulher, que tenha abortado, num tribunal legalmente autorizado, nos primeiros dez anos subsequentes ao acto?


NÃO!

26 outubro 2006

Scut's, afinal em que ficamos?

Estudos revelam incoerências.
Introdução de portagens vai penalizar regiões que têm empobrecido nos últimos anos.

in Público.

OE 2007: um mau orçamento..(2)

O Aumento de Impostos:

Imposto sobre o tabaco: 12 %

Imposto Automóvel: 2,1 %

Imposto sobre o Álcool e bebidas alcoólicas: 2,1 %

Imposto sobre produtos petrolíferos: 2,1% + 2,5 cent/litro

O Povo, reconhecido, agradece ao Eng. Sócrates!

25 outubro 2006

Será?...

As contas dos partidos

Inconcebíveis. É a palavra para as declarações dos vários partidos sobre o acórdão do Tribunal Constitucional que aprecia as contas da campanha para as legislativas. Depois de um discurso muito sonso sobre moralização do financiamento dos partidos políticos - como se as campanhas fossem feitas por seres de outros planetas que se deslocavam à terra expressamente para o efeito - aprovaram uma lei rigorosa e cheia de exigências. O resultado estava à vista: as contas da camapanha foram um estendal de irregularidades.
Mas, a triste figura de trapalhões foi piorada com as justificações apresentadas: "a lei é muito complexa", "as estruturas partidárias não estavam preparadas", "foram muitos anos de laxismo" e outros mimos de igual quilate. Daqui se conclui que, se não estavam preparados, não deviam ter aprovado a lei. A classe política tem vindo a propor e aprovar diversas leis com cadas vez maiores exigências de rigor para os cidadãos e as empresas; não pode claudicar quando se trata de dar o exemplo.
Mas pior ainda foi o infeliz (não me lembra o partido, talvez o CDS) que acusou o acórdão de "fragilizar a classe política". Quando enviarem este iluminado para a escola de raciocínio, talvez ele consiga perceber que nada fragiliza tanto a classe política como estes comentários.

24 outubro 2006

A Cultura segundo o Eng. Pinto de Sousa II


O Eng. José Sócrates Pinto de Sousa, Primeiro-Ministro de Portugal, anunciou faz tempo, um acordo entre o Estado português e a Fundação Joe Berardo.
O acordo parece interessante, mas não é, senão vejamos, aproveitando as dicas do bloguer DRS.

1. O Acordo entre o Estado Português e Joe Berardo para a constituição de uma Fundação é naturalmente legítimo. São ambos fundadores e detém iguais opções de compra, o Estado da colecção Berardo e Berardo das novas aquisições entretanto realizadas. A Fundação Arte Moderna e Contemporânea- Colecção Berardo, têm no entanto um presidente honorário e vitalicio, com poder de nomear e destituir " em exclusividade" o director do Museu: Joe Berardo.

2. A colecção Berardo é cedida temporariamente a esta Fundação para que seja exposta naquela que é a mais moderna e provavelmente melhor equipada sala de exposições do país, no Centro Cultural de Belém. Para esse efeito, o CCB retirou das suas instalações o Museu do Design, que entretanto vai ser transferido para um palacete a Santa Catarina, museu esse, que vai ser gerido por Joe Berardo ( vá se lá saber porquê).

3. O Estado paga as despesas de funcionamento da Fundação e cede o espaço. Joe Berardo cede a colecção. Ambos se comprometem, no entanto, a adquirir novas peças para a Fundação, oferecendo cada um deles cerca de 500.000 eur. anuais.

4. No final, ou Joe Berardo compra as novas aquisições feitas para a Fundação, com o dinheiro dado pelas duas partes, ou o Estado compra a colecção Joe Berardo. Parece simples!

A pergunta que me resta é a seguinte:
Onde tem o Estado Português dinheiro para comprar a Colecção Berardo?
Terá dinheiro Joe Berardo para comprar as novas aquisições? Muito provavelmente...
Estamos no campo da pura especulação, mas dentro de 10 anos cá esperamos estar para ver.
Não me admira que o proprietário da Quinta da Bacalhôa, que depois de ter feito alterações num imóvel classificado como aquele e que respondeu ao IPPAR com um cheque para pagamento da respectiva multa, se importe muito de passar outro para pagar mais umas peças para a sua colecção.

Entretanto sou assaltado por alguma angústia!

Saberá o Sr. Primeiro Ministro o valor máximo concedido a um Museu Nacional para novas aquisições no período pós 25 de Abril? Talvez não saiba...
O recorde é detido pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea, vulgo Museu do Chiado, e o valor é de 100.000 eur. Curioso não é?

O acordo para a criação de uma nova Fundação de capitais públicos não traz nada de bom para a Cultura. E não traz nada de bom, porque a cultura vive à mingua há décadas. Não há dinheiro para as coisas mais básicas, mas isso parece não preocupar o PM ou a Ministra da Cultura. A mesma Ministra que teve a coragem de se manifestar contra este acordo, e que uma semana depois se viu forçada a reconhecer a sua aprovação, negociada directamente pelo gabinete do Sr. primeiro Ministro, desautorizando-a assim publicamente. O minimo era a demissão da Ministra, mas não, para tanto lhe faltou a coragem...
Talvez seja importante recordar que o assessor cultural do Sr. Primeiro Ministro veio para o seu gabinete depois de ter passado pelo grupo Joe Berardo. Talvez não explique a feliz coincidência, mas é curioso não é?
E o CCB?? Ninguém fala do CCB? Que ganha afinal o CCB com isto tudo, para além da ocupação durante anos da totalidade das suas salas de exposições? Ainda que seja certo que fica com os dois auditórios, as bilheteiras e os foyers..
Bem teria feito o Sr. Presidente da República em não ter promulgado tal diploma. Fê-lo com "dúvidas".
Melhor seria não o ter feito...

23 outubro 2006

Viva a Liberdade!


Há 50 anos houve revolução na Hungria... ou quase! A revolução, nascida a 23 de Outubro, foi esmagada pela pronta e eficaz intervenção das tropas soviéticas, a 4 de Novembro. Com um só golpe, a Rússia Soviética cerceava as veleidades reformistas e autonomias dos magiares, dos quais fez exemplo para os demais povos submetidos à sua hegemonia, e demonstrou ao resto do Mundo quem mandava no bloco soviético e na Europa de Leste em particular. O "resto do Mundo", ocupado com a disparatada intervenção anglo-francesa no Suez (uma entente cordiale et fort peu rationale), nada fez.
No fundo, tratou-se de uma situação inúmeras vezes repetida ao longo da história: uma potência hegemónica a pôr ordem na casa. Claro que, como todas as grandes tiranias, a Rússia Soviética tinha os seus lacaios prestes a disparar as mais fantásticas e descompassadas justificações para o feito praticado, prontos a fornecer um argumentário veemente, assente em uma férrea e inatacável ortodoxia, que recriasse os factos à luz da verdade marxista-leninista.
Um dos lacaios de serviço foi o Partido Comunista Português, que se esmerou com um documento intitulado «A Reacção Mundial Lança a Confusão Sobre a Hungria!». O sobredito documento, verdadeiro tesouro do servilismo e da manipulação ideológica, é rico em pérolas como esta: «A intervenção das Forças Armadas soviéticas [...] ajudou o povo húngaro a salvaguardar as suas conquistas históricas e socialistas. Os trabalhadores do mundo inteiro acusariam a União Soviética se não tivesse correspondido aos apelos do povo húngaro para o ajudar a derrubar os contra-revolucionários armados pela reacção fascista». Primoroso, não é?
Concluo com dois pedidos, dois simples pedidos.
1º Alguém me ajuda a encontrar um documento, datado entre 1956 e o dia de hoje, em que o PCP condene, expressamente e sem reservas, a intervenção soviética na Hungria?
2º Alguém sabe dizer-me se os jovens comunistas, quando se juntam na Festa do Avante para beber à saúde da revolução popular e da luta contra a opressão, quando choram as vítimas do imperialismo americano, também se lembram daqueles jovens, e de todos os outros húngaros, homens, mulheres e crianças, chacinados pelas forças soviéticas?

OE 2007: um mau orçamento..

Inicio hoje um conjunto de posts a propósito da proposta de Orçamento do Estado para 2007, tal como prometido.
Nas hipóteses do OE, todo o cenário macroeconómico é demasiado optimista nas suas permissas:
  • crescimento do PIB: 1,8%: nem o Banco de Portugal vai tão longe ao prever apenas 1,5%.

  • preço do petróleo: 67,6 dólares/barril, as previsões do Governo estão muito abaixo das do FMI que se situam nos 75,5 dólares, a das do Banco de Portugal que estão nos 73 dólares.

  • juros: a previsão do Governo situa-se nos 3,7% para o prximo ano, ora este valor já foi atingido prevendo-se que até ao final do ano se situe nos 4%.
Só podemos concluir que este orçamento é uma verdadeira utopia, assente em previsões que dificilmente se verificarão.
O PS faz com este orçamento precisamente aquilo que criticou nos orçamentos dos governos PSD/CDS: um conjunto de previsões macroeconómicas que a realidade se encarregará de desmentir!
Veja-se a opinião do deputado socialista Joel Hasse Ferreira a propósito do Orçamento para 2005 apresentado por Bagão Félix, retirado do Acção Socialista de 10 de Outubro de 2004:

"5. O cenário macroeconómico apresentado tem pelo menos duas dificuldades. A do petróleo e a do crescimento económico. Este foi já posto em causa pelas previsões de Outono difundidas pelo Eurostat, a partir de Bruxelas, as quais prevêem um crescimento económico de 2,2 por cento em 2005 e não de 2,4 por cento como aponta o Governo no cenário das Grandes Opções do Plano, base do próprio Orçamento de Estado. A estimativa do preço do petróleo é relativamente optimista e não é nada claro que se confirme (muito pelo contrário). Por outro lado, há que sublinhar que o Programa de Estabilidade e Crescimento apresentado em Bruxelas, no início deste ano, utilizando um preço do petróleo significativamente mais baixo, estabeleceu a previsão de um crescimento económico inferior ao hoje estimado."

22 outubro 2006

Ainda o PS em Lisboa...

A concelhia de Lisboa socialista anunciou hoje a retirada da confiança política ao vereador da autarquia da capital Nuno Gaioso Ribeiro, «convidando-o» a demitir-se do cargo.
in Diário Digital
O que é engraçado no meio disto tudo é que Nuno Gaioso Ribeiro tem toda a razão no que disse...

21 outubro 2006

A propósito de cultura em Portugal…

Sei bem que a discussão já está um pouco fora de época. Mas, agora que já serenaram os ânimos em redor do acordo celebrado entre o Estado português e Joe Berardo, vem de molde recordar alguns FACTOS. Nem é tarefa para muita monta; basta relancear os olhos pelo Decreto-Lei n.º 164/2006, de 9 de Agosto, que cria a Fundação Colecção Berardo. Está lá tudo.


A Fundação é uma entidade distinta dos seus instituidores originários (que são o Estado e Joe Berardo) e é constituída por tempo indeterminado.


A Fundação recebe de empréstimo a Colecção Berardo e fica instalada no centro de exposições do CCB.


O Estado assegura as despesas de funcionamento da Fundação.


As receitas revertem a favor da Fundação (e não de Joe Berardo).


O Estado e Joe Berardo efectuam, cada um, dotações iniciais de €500.000 e dotações anuais de idêntico montante, para um fundo de aquisição de obras de arte para a Fundação (de 2007 a 2015). Isto é, €1.000.000 por ano, durante 8 anos, para a compra de obras de arte para a Fundação (e não para a Colecção Berardo).


Em caso de dissolução da Fundação, esse fundo de aquisição e essas obras de arte revertem para o Estado (com opção de compra a favor de Joe Berardo).


O Estado fica com uma opção de compra da Colecção Berardo, a exercer entre 1JAN2007 e 31DEZ2016.

Perante estes FACTOS, que saltam à vista de quem se dê ao trabalho de ler o decreto-lei, podemos, de boa-fé, dizer que o Estado tenha feito mau negócio? Quanto gastaria o Estado para constituir, de raiz, uma colecção de idêntica importância, no CCB ou em outro museu qualquer? Que actividade cultural conseguiria desenvolver o CCB no centro de exposições que se comparasse à exposição permanente da Colecção Berardo? Digam-me...

E o Carrilho?

"Carrilho tem tido um comportamento político irresponsável e ausente"

Ruptura à vista no PS da maior câmara municipal do País. O número dois de Manuel Maria Carrilho na Câmara de Lisboa acusa o ex-ministro da Cultura de ter na autarquia um comportamento político "irresponsável, ausente e displicente". Nuno Gaioso Ribeiro considera que este comportamento do ex-candidato autárquico tem sido a principal causa do défice de oposição do PS em Lisboa. Falta liderança aos vereadores do PS, algo que se sente particularmente perante um grupo muito diversificado em experiências.

Carmona out?

Decorreu no passado fim de semana a 27ª edição da Moda Lisboa, evento de referência no mundo da moda nacional, com importantes apoios por parte da Câmara Municipal de Lisboa.

No entanto, e pela primeira vez na sua história, a Moda Lisboa não contou com uma visita por parte do Presidente da Câmara Municipal.

Será que Carmona Rodrigues está a ficar fora de moda?