06 novembro 2006

O regresso dos Sith...


O Papa Bento XVI abriu entre os católicos mais um interessante tema de reflexão e diálogo, em nome da unidade cristã. A 11 de Outubro p.p. o Sumo Pontífice admitiu a possibilidade de celebrações em latim "sem hever necessidade de autorização do Bispo da diocese". O Santo Padre "com benevolência pastoral", deseja que não seja coisa tão pouco importante a dividir os cristãos...
A origem deste anúncio inédito parece estar na desejada aproximação entre o Vaticano e a Fraternidade de S. Pio X, fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991).
O dito prelado, que em 1970 fundou na Suiça a nomeada Fraternidade, foi um intransigente opositor aos principios que nortearam o Concílilo Vaticano II ( o "aggiornamento" de João XXIII e Paulo VI). Chefe dilecto dos integristas, o Arcebispo de Dacar, liderou os defensores de um catolicismo "integral", sem concessões ao ecumenismo, à liberdade religiosa e à modernidade.
Depois de sucessivas declarações contra o diálogo inter-religioso, Lefebvre foi suspenso "a divinis" por Paulo VI em 1976. Ao ordenar quatro bispos em 1988, João Paulo II consumou a ruptura e excumungou o Arcebispo. O seus seguidores só celebram missa em latim.
Parece que o assunto é tema de conversa no Vaticano, sobretudo na Congregação para a Doutrina da Fé e para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
Tudo indica que Bento XVI se prepara para divulgar uma Carta Apostólica em que, entre outras determinações, liberalize a celebração tradicional, segundo o missal de S. Pio V ( em latim).
Já agora, e nas palavras de D. Carlos Azevedo, porta-voz da Conferência Episcopal portuguesa "Para voltar às origens então que seja em grego!".
Pois sim! Eu até propunha mesmo o aramaico, já que andamos numa de coisas exóticas!
Já que os fiéis cada vez mais vão menos à missa, podia ser que assim, à moda de espectáculo, lá pusessem os pés, nem que fosse porque é fixe ouvir um tipo a dizer uma cenas numa língua que ninguém entende. É quase como ir ao cinema ver a Guerra das Estrelas e ouvir os andróides e outras criaturas da galáxia!
É ocasião para dizer, o Vaticano merece bem uma missa, em Latim!

21 comentários:

DRS disse...

Tenho presente, sem infelizmente conseguir citar, umas palavras de Miguel Torga sobre a importância do latim na missa. Torga pretendia sublinhar, como é óbvio, a importância do ritual, da simbologia na transmissão da mensagem cristã.
Parece-me que, em matéria de latim, o PBH é mais papista que o Papa. Usando de tolerância para uma corrente ultra-católica cujo chefe foi excomungado por João Paulo II, Bento XVI proclama: há liberdade para celebrar missa em latim ou em vernáculo, conforme a escolha do oficiante. E eu, humildemente, acrescento: e dos fiéis, porque só quem quiser assiste a missas celebradas em latim. Diria mesmo que a sabedoria do Papa permite o funcionamento da lei da oferta e da procura.
Por isso, caro PBH, não gastemos o nosso latim, e esperemos por um mundo melhor, onde as missas possam ser rezadas em latim, em vernáculo, em grego, em aramaico, em esperanto, em português do Brasil, em tradução simultânea, em Braille ou em Código Morse... desde que haja comunhão entre Deus e os corações dos Homens.

marcela castro disse...

Algunos amantes de cosas raras estudiamos latin (iba a estudiar griego pero preferi aleman), y sinceramente me fascinaria oir una misa en esa lengua. Haria un esfuerzo y en vez de ir a la iglesia una vez cada Año Mariano, iria solo a una mas para escuchar al sacerdote rezar el Padrenuestro en latin. De no ser porque no soporto la crucifixion de Jesus habria ido a ver la Pasion solo por escuchar hablar en arameo y en latin.
Sobre la informacion, ¿es en serio? ¿de verdad habra misas en latin? Ay Dios mio. Ya nos quito el limbo, el infierno, el purgatorio, el paraiso... de pronto se le ocurra al Papa clonar a Tomas de Aquino y estariamos en el medioevo. Cada vez me siento mejor de no ser catolica, aunque si revive la Orden de los Templarios regreso.

En cuanto a lo de la Guerra de las Galaxias... caro PBH, que la Fuerza este contigo. Besitos

PBH disse...

O latim da missa será seguramente muito interessante em termos estéticos, simbólicos e rituais, sobretudo para quem sabe latim.
Exactamente porque se chegou à conclusão, cerca de 1000 anos depois, de que já ninguém dominava a lingua do Império, e numa tentativa de aproximação entre o ritual católico e a comunidade dos fiéis, o Concílio Vaticano II decidiu abandonar esta práctica.
Pode ser que após a esperada decisão de Bento XVI, encontre o meu caro DRH em alguma missa e possamos trocar alguns pensamentos sobre o sermão, em latim naturalmente, já que eu não domino o aramaico e o meu amigo o português (do Brasil!!!!).
Contudo, nesta nova dinâmica que atinge o Vaticano e que cada vez mais o aproxima dos mercados de valores, da oferta e da procura, seguramente não faltarão escolas de latim, de aramaico e de português.
Depois de sermos devidamente instruidos na língua que desejarmos aprender, iremos procurar a igreja que dê missa nessa língua. Espero que haja alguma cá no bairro. Mas ainda estou indeciso entre o aramaico e o mandarim, e sinceramente não sei em que língua prefere o padre João dar a missa...Que cena!!

PBH disse...

Cara Marcela Castro
Vejo em si uma cavaleira templária pronta para a cruzada!
Devo adverte-la, contudo, que o melhor é começar já a aprofundar os seus conhecimentos de latim, a língua do futuro!
Portanto, minha cara, se quer ter esses contentamentos, aproveite e vá à missa mais vezes. Agora que é em latim é mais castiça e mais melódica, mesmo que não compreenda nada, mas isso também não têm importância nenhuma.
Com tanta clonagem que fazem para aí, não se admire se um dia destes se cruzar com Tomás de Aquino na Castellana, ou mesmo S. Bernardo de Claraval ou Inácio de Loyola. Parece que há um movimento cada vez mais expressivo de regresso às origens.
O problema é se regressam demasiado às origens e clonam o Filho do Homem.
Talvez se acabasse a brincadeira e depois ficavam todos tristes...

Que a Força esteja contigo...

marcela castro disse...

PBH...JAJAJAJAJAJA!!!!!.... es que te juro que mientras mas leo el articulo mas loco me parece. JAJAJAJAJA!!!!!!!
Ahora en serio...Dios Santo, es que hay mucha gente que no entiende la misa en su idioma natal, ya la iglesia tiene una grave crisis de vocaciones sacerdotales y fuga de fieles hacia otras confesiones, ¿por que caer en esta actitud que solo aleja mas a los fieles de la iglesia? ¿por que apoyar posturas fanaticas retrogradas? VIVA LA TEOLOGIA DE LA LIBERACION!!!!! http://www.ensayistas.org/critica/liberacion/berryman

Muy buena imagen. Me parece que en el fondo de tu corazon (muy muy muy en el fondo) eres un caballero jedi.

DRS disse...

Peço licença para interromper a "caballera" templaria e ao caballero jedi, mas parece que estão a... perder o latim. Não se trata de um regresso à Igreja pré-Vaticano II (o qe seria deplorável); o Papa, intentando pôr termo a um dissídio religioso (não chega a ser cisma), contemporiza e PERMITE que a missa possa ser celebrada em latim. Haja padres com latim suficiente e fiéis que queiram assistir. Que mal vem daí ao mundo? Estou assim tão enganado ao pensar que esta medida é democrática e pluralista?
Seja como for, que a Força esteja convosco!

PBH disse...

Quando o Papa Bento XVI aceita que se celebrem missas em latim, sem que para isso seja necessário pedir autorização ao Bispo da respectiva diocese (como acontece actualmente)isso significa um retrocesso face aos avanços e conquistas -por vezes dificeis- do Concílio Vaticano II.
Esta medida apenas abre caminho a conflitos e sobretudo abre caminho aos integristas católicos que desde o mencionado Concílio resistiram à celebração de missas em vernáculo. Trata-se tão somente de uma atitude de aproximação à Fraternidade de S. Pio X, organização essa liderada por um homem excumungado e feroz opositor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.
As atitudes e as opções ideológicas, políticas e doutrinais do Sumo Pontífice Romano não são inocentes. Só a ingenuidade nos pode fazer pensar que sim.
A haver aproximação entre a Fraternidade e o Vaticano, e portanto com a comunidade católica, ela devia ter sido no sentido inverso.
São eles os excumungados e são eles que não aceitam as deliberações de um Concílio, aprovadas há mais de 40 anos.

marcela castro disse...

DRS, concuerdo con la opinion de PBH, y si conocieras a Raztinger y su obra sabrias que es un hombre extremadamente habil, uno de los mas firmes detractores del Concilio Vaticano II y que ya tenia fama de “gran Inquisidor” antes de llegar al Vaticano. Considera que, en el caso de America, ese concilio dio paso a la teologia de la liberacion, y Raztinger, fanatico guardián de la doctrina católica, ha intentado bloquear esa Teología y marginar a su principal exponente: Leonardo Boff. Piensa que el Concilio Vaticano II lo que hace es mostrar que la Iglesia catolica ya no es la depositaria de la Verdad única, sino el lugar de "salud universal". Por consiguiente, se amplía a todo hombre y las exigencias del Evangelio quedan anuladas al igual que la libertad del hombre de acoger o rehusar la aplicación de la Redención. En Guadium et spes (1976) en cuya redaccion participo el entonces Karol Wojtyla, se indica a Pablo VI que de las expresiones del Concilio vaticano II se deriva el que todo hombre está salvado por la encarnación de Cristo, haya o no recibido el bautismo y cumplido los mandamientos de Dios, como esta indicado en la declaración sobre la libertad religiosa (nº 1), que “la sola verdadera religión está realizada, ‘subsiste’, como nosotros lo creemos, en la Iglesia católica y apostólica y lo mandado por Nuestro Señor Jesucristo a propagar entre los hombres. Pero esta afirmación, dentro de las declaraciones del Vaticano II con motivo de las relaciones de la Iglesia con las religiones no cristianas “Nostra aetate” es explicada por medio del concepto de “partes de la verdad” (NA 3) que la verdad no existe “en tanto que un todo”, pero que sí existe por grados “porque el solo y único Dios es el creador que se puede conocer por la revelación. Es verdad que se enseña que la plenitud de la verdad se encuentra dentro de la Iglesia católica, pero esta “plenitud de verdad” consiste allí en reconocer las “partes de verdad” en las otras religiones. Si la verdad “jamás existe por entero”; en consecuencia, las palabras de Jesús “aquel que crea será salvado y aquel que no crea será condenado, deben entenderse de la manera siguiente: aquel que cree es el que busca a Dios con un corazón sincero será salvado, lo que se opone frontalmente con las enseñanzas y prácticas desde que se creo la Iglesia hasta el concilio Vaticano II, y que un defensor de la Fe como Ratzinger no puede amparar,sobre todo porque resta poder a la Iglesia.
Asi que permitir el uso del latin en las misas de la forma que se esta planteando es un nuevo ataque contra el ecumenismo. Si concuerdo contigo DRS en el hecho que el Papa esta intentando poner fin a las diferencias religiosas,pero creo que esta provocando un nuevo cisma.

marcela castro disse...

DRS, ya que tienes una preocupacion por el latin, te envio esta gramatica latina con un diccionario de latin en portugues para que empieces a estudiar desde ya
http://www.esnips.com//r/td/doc/0c2d5dc3-6180-4a10-a4a0-12aeefbde078/gramaticalatina.zip

pegas este enlace en la barra de direccion y lo descargas.

Caetana disse...

E a tia, que adora uma boa sessão de espetáculo, já encomendou a todas as criançinhas das Filipinas (trabalham 72 horas por dia ao preço anual de um café na Benard) que se pusessem a cozer milhões Swarovskis à indumentária que a tia copiou da grande saga de Elizabeth, para ir assistir a tamanha performance e exercicio cultural do musculo da Lingua! a tia até ja contratou umas quantas desesperadas que a acompanhem só para dar à lingua... vai ser maravilhoso! Agora só falta mesmo que o Sr Tio Papa aprenda fluentemente o Hebraico e quando isso acontecer... sei lá... ouça... vou vestida de Tia Cleopatra! quase nua se as carnes ainda o permitirem e o Tio Ibérico ainda perdurar entre os seus! Beijinhos

DRS disse...

Tibi maximas gratias habeo, Marcela, sed mihi magis delectat vetus glossarium meum.
Vis tecum.

DRS disse...

Quanto mais penso no assunto, mais me convenço de que é inócua esta possibilidade de celebrar a missa em latim, sem precisar de questionar as conquistas do Vaticano II. Uma de três coisas pode suceder: apenas uma reduzida minoria frequenta missas em latim; generaliza-se a missa rezada em latim, afastando os fiéis das igrejas; os fiéis acorrem massivamente às missas em latim, demonstrando que o espírito do Vaticano II já não é o do nosso tempo.
Quanto ao mais, penso que consigo acompanhar o Papa no seu esforço de lançar o diálogo com cristãos desavindos. A cedência na questão ritualística da língua indicia uma postura tolerante e augura os melhores sucessos no diálogo ecuménico. O que eu não consigo entender, por mais que queira, é o significado da tolerância para o meu amigo PBH.

PBH disse...

Meu caro DRS
Das três consequências possiveis que o meu estimado amigo prevê como resultado da nova decisão de Bento XVI todas me parecem suficientemente dramáticas para a Igreja Católica. Eu não poderia estar mais de acordo com elas, daí a minha preocupação.
1) A igreja frequentada por uma minoria, maior do que a actual.
2) A minoria actual desaparecer por completo.
3) Irem todos à missa esquecendo os progressos alcançados há 40 anos com o Concílio Vaticano II ( a menos provávél e simultaneamente a mais dramática).
Qual das três lhe parece melhor caro DRS? Gostava de saber!
Quanto ao meu espirito de tolerância meu caro DRS, não se assuste. Eu jamais condenaria à fogueira o Arcebispo de Dacar, ainda que não esteja certo de que ele não me condenasse a mim, se a lei assim o permitisse, depois de ler este Blog.
De uma coisa pode estar o meu amigo certo: tal como o Papa João Paulo II, não teria dúvidas quanto a excumungá-lo da Igreja Católica!

marcela castro disse...

Ignotum notis noli praeponere amicis:Cognita iudicio constant, incognita casu. Tal vez DRS puedas tener razon, porque realmente no sabemos muy bien que pretende Ratzinger. Pero hasta donde se, comparto con PBH sus ideas con respecto a las consecuencias posibles de dichas acciones. Si el Papa pretende regresar al redil a los que nos hemos alejado de la Iglesia esta errando la forma.

DRS disse...

Apenas digo que, apesar de me identificar com o espírito do Vaticano II, ele não é um absoluto, não é um dogma. É um consenso entre vários sectores da Igreja. Se o consenso não puder manter-se desaparecerá, por mais que nos custe. Aceitar isso é ser democrático. Ou agora é proibido ser contra o Vaticano II, sob pena de fogueira?
Quanto ao mais, o meu caro PBH corre parelhas (salvo seja) com o arcebispo in partibus de Dacar: ambos consideram a sua posição como a única legítima e cada um lançaria sobre o outro a excomunhão. Ambos se encontram em extremos opostos, divididos por uma questão central - Vaticano II - que um aceita e o outro rejeita. O Papa faz alguns esforços para apagar a tal fogueira...

marcela castro disse...

Una pregunta: si el problema es entre la curia, ¿porque los fieles tienen que sufrir las consecuencias? No me refiero solo al latin, sino al hecho de que se haya determinado desde el vaticano que el infierno y el limbo no existen. ¿Por que tiene mas valor lo que piensen los prelados de la iglesia y no los fieles?
Si realmente existe una diferencia entre la curia, ¿acaso no es entonces momento de llamar a un concilio? El Papa debe mantener la Iglesia unida, completamente de acuerdo DRS, pero no puede anteponer lo que conviene a unos cardenales por sobre las creencias y necesidades de los fieles, y al cuestionar el Vaticano II hace precisamente eso.

DRS disse...

Penso que estamos aqui a tomar a nuvem por Juno. Não me parece que se esteja a questionar o Vaticano II. A obrigação de celebrar a missa em vernáculo fazia todo o sentido na década de 60, quando o latim era a única língua utilizada; a medida justificou-se pelas razões invocadas pela Marcela em anteriores comentários. Agora, uma vez ultrapassado esse problema, a permissão de celebrar missa em latim não tem peso suficiente para provocar um retrocesso. Pelo contrário, talvez até tivesse o atractivo da novidade.
Se me permite o latim, mons parturient, nascetur ridiculus mus.

PBH disse...

Caro DRS
Não considero o Vaticano II um absoluto. O Vaticano II, tal como os anteriores concílios da história da Igreja, serviu naturalmene para reunir consensos entre os vários sectores da igreja.
Mas os Concílios são soberanos!
Podem ser reformados? Actualizados? Pois concerteza!
Cabe contudo, àqueles que consideram as novas medidas adoptadas um retrocesso relativamente às conquistas anteriormente conseguidas, defende-las.
O Concílio de Trento inventou o limbo, o Vaticano II acabo com ele.
Segundo o meu ponto de vista foi um progresso. Outros porventura pensarão o contrário.
Será que durante os 500 anos que separam um concílio do outro terá havido sacerdotes que não concordaram com muitas das determinações de Trento? Muito provavelmente. Se assim não fosse provavelmente não teria havido cisma. A Igreja recuou? Não! Preferiu dividir-se...
Em consequênia disso morreram milhares de cristãos às mãos de outros.
Durante muitos anos, ser contra Trento significou a fogueira. Hoje, passados 500 anos, ser contra o Vaticano II não dá direito a labaredas, mas permite, isso sim, que estejamos aqui calmamente a discutir!
É porque gosto de discutir ( em vernáculo) e de chegar a consensos que sou a favor do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. É isso que me separa do Arcebispo de Dacar e não apenas o cocílio Vaticano II. O Concílio, goste-se ou não, é soberano, até convocação de um novo.
Aceitar isso é ser democrático!
É por essa razão que o anterior Bispo de Roma excomungou o Arcebispo de Dacar.
Eu felizmente não tenho esse poder, sob pena de acabar eu próprio excomungado!

marcela castro disse...

DRS, si creo que tenemos derecho a cuestionar a la Iglesia, y a cualquier Iglesia, porque una cosa es la fe y otra los dogmas que una iglesia impone.
Personalmente, ser excomulgada no me importa, colgaria la bula de excomunion junto con mi diploma de historia. Me sentiria Lutero, aunque soy mas linda (es broma) Pero si me preocupa la forma que se esta planteando la iglesia en sus relaciones internas y con los fieles. Creo firmemente, como lo plantee mas arriba, que ha llegado el momento de un nuevo Concilio. La presencia de prelados asiaticos, el dialogo entre diferentes iglesias, los problemas con los fieles... no pueden ser resueltos en las paredes de San Pedro. Tienen que ser debatidos abiertamente en un Concilio que deberia ser publico.

DRS disse...

Muito bem, Marcela, venha entao um Vaticano III. Sinceramente, não consigo imaginar que direcção tomaria o plenário dos bispos da cristandade católica...

Anónimo disse...

eso es lo que haria interesante un concilio en estos momentos,sobre todo cuando el Papa ha determinado mantener el celibato en contra de una fuerte corriente que esta en contra.