22 novembro 2006

Livros da semana II


Não sendo uma biografia, o livro de Mendo Castro Henriques apresentado recentemente - D. Duarte e a Democracia, é um interessante retrato da relação entre S.A.R. O Duque de Bragança e a política portuguesa.
Infelizmente, são pouco conhecidas as opiniões políticas do Chefe da Casa Real Portuguesa. A imprensa e os "opinion makers" reduzem bastas vezes o seu comentário a questões menores, ligadas à família ou à participação do Princípe em determinado tipo de eventos. Há uma visão por demais curiosa e côr-de-rosa em relação à personalidade e à matéria, e por de menos política, o que é lamentável.
Este livro contribui para que se conheça mais de perto aquilo que é a visão de D. Duarte sobre as grandes questões nacionais e da política internacional, assim como da sua intervenção ao longo de anos em matérias tão importantes como seja o caso de Timor-Leste.
Curioso é o facto de o livro ter sido apresentado em Lisboa por um destacado republicano, Manuel Alegre, e no Porto pelo presidene do maior banco privado do país, Paulo Teixeira Pinto.

13 comentários:

Anónimo disse...

PBH, amor que a tia adora... Sua Alteza Real o D.B., devia era "to make" a opinion acerca das Joias que fugiram de Haia e que a tia não consegue nem com os seus informadores maisrecondidos encontrar! qualquer dia, a tia vai à Tiffany´s e aparece-lhe uns quantos quilates do cepto da Tia Maria Pia no solitário desta sua tia, ate que era giro, não acha?
O caso de Timor foi por demais busy para o Tio (quase que era) Rei, mas veja as coisas pelo lado positivo... ele nao mandou nada e as coisa ficaram feitas. Na verdade, a tia acha muitomais importante ter visóes que acções e é por isso que toma regularmente um cházinho que uma tia bruxa duma tripo timorense receitou à tia aquando a sua estadia na organização das presidenciais! um milagre das infusões! a tia tem as maiores visões jamais sonhadas neste mundo e a tia até acha que o tio real também anda a tomar um cházinho só para ele... mas a tia não quer levantar falsos testemunhos!
beijinhos querido, desta tia que adora os seus mais loucos desvaneios literários!

marcela castro disse...

Lo dicho, los portugueses son un pueblo rarisimo.¿Un republicano presentando un libro de un duque? ¿De verdad tienen una Casa real? ¿Y la mantienen con los impuestos de los ciudadanos? Espero que no sea con lo que no le dan a cultura, ya que dado las opiniones que se vierten en este blog me parece que en esa area tienen un problema un poco serio, casi tanto como el que estamos teniendo en Chile. Creo que lo unico que me podria interesar saber es el rol de D.Duarte en el asunto de timor, dado que me toco leer el caso en la CIJ, y no comprendi del todo la postura portuguesa.

caetana me interesa profundamente saber que tal es el "cházinho que uma tia bruxa duma tripo timorense receitou à tia aquando a sua estadia na organização das presidenciais! um milagre das infusões!" ¿Que es un cházinho?

Y como dice caetana "beijinhos querido, desta tia que adora os seus mais loucos desvaneios literários!"

PBH disse...

Marcela, "Cházito" és un diminutivo de té, que en portugués se escribe Chá.
A tia Caetana, pelos vistos gosta imenso de beber cházitos "super" alucinogénicos...Daí os seus devaneios literários...

Quanto ao Duque de Bragança, ele é de facto o Chefe da Casa Real Portuguesa, ainda que esta não exista de forma oficial. É o pretendente ao trono português e nessa qualidade Chefe da Casa Real.
Em Portugal os cidadãos não pagam a manutenção da família do Duque de Bragança, o que não faria sentido, sendo Portugal uma República. Nessa qualidade os portugueses pagam o salário a 4 Presidentes, o actual e os tres antecessores.
D. Duarte teve um papel importantissimo na questão timorense. Durante anos foi a única voz, muitas vezes ridicularizada, que defendeu a auto-determinação do povo timorense, numa altura em que os políticos portugueses se envergonhavam de falar fosse o que fosse relacionado com as ex-colónias. Foi também o único português a visitar oficialmente Timor-Leste enquanto da ocupação indonésia, por indicação das próprias elites timorenses.
Quando em 2001 Portugal promoveu junto com a ONU o referendo e mais tarde a cerimónia de proclamação de independência, para a qual convidou mais de 500 pessoas, não convidou o Duque de Bragança...
Mas ele foi, a convite dos timorenses!

DRS disse...

Não quero que a Marcela Castro fique a pensar que pagamos o salário a 4 presidentes, como se de coisa anómala se tratasse: pagamos ao actual e pensões aos anteriores, pelo exercício do cargo. É uma forma de se prestigiar quem exerce, por vontade do povo, o cargo de mais alto magistrado da Nação.
Muito pelo contrário, contribuem para o desprestígio: os adiantamentos à Casa Real (gastava mais do que devia), a recente prisão do chefe da Casa de Sabóia, o envolvimento do ex-príncipe consorte da Holanda em escândalos de corrupção e do príncipe herdeiro da Albânia em negócios escuros de venda de armas. Enfim...
Mas gosto de ver o meu amigo PBH a praticar aquela contabilização de custos que tanto costuma censurar-me. Deve estar a um passo de argumentar que a monarquia sai mais em conta por se poupar nas eleições para presidente da república...

DRS disse...

Agora que atirei as minhas farpas ao PBH, não quero deixar de apoiar as justas palavras que proferiu sobre os méritos do Sr. D. Duarte de Bragança. Empenhou-se na defesa pública da causa timorense, quando todos conspiravam para votar o assunto ao esquecimento; empenhou-se no apoio aos timorenses carenciados que viviam em Portugal; foi indecentemente tratado pelo Estado português, que nem o convidou para a cerimónia da proclamação da independência de Timor.
Finalmente, é preciso não esquecer o importantíssimo papel mecenático que desempenha, através da Fundação Casa de Bragança. Ainda não fiz as contas, mas estou em crer que o apoio à cultura do actual chefe da Casa de Bragança ainda vai compensar os adiantamentos à Casa Real...

PBH disse...

Não percebi exactamente em que é que os desvarios do Sr. Emanuel de Sabóia ou do falecido Principe Klaus, já para não falar do dito Príncipe da Albânia(???) que ninguém sabe quem é,desprestigiam a Casa de Bragança ou a pessoa do Sr. D. Duarte Pio. Desvarios!

Quanto às contas apresentada pelo meu caro DRS tenho dúvidas.
O salário de 4 Presidentes da República, felizmente que já morreram o Spínola e o Costa Gomes, senão eram 6, acrescentado ao orçamento das campanhas presidenciais e à contabilidade do acto eleitoral, é seguramente mais caro que a manutenção de qualquer Familia Real europeia.Sobre isso não tenho dúvidas!

Suponho que os adiantamentos à Casa Real que o meu caro DRS faz referência, sejam aqueles que foram debatidos até à exaustão nos idos de 1907/8/9/10 nas Cortes Portuguesas. Pensei que a questão tivesse ficado resolvida, por parte do
Partido Republicano Portugûes, quando em 1911 espoliou a Casa de Bragança dos seus bens privados e baniu "Ad eternum" a família Bragança do país.

A dita famíla, apesar das ofensas pessoais de que foi alvo durante 16 anos no se país, período durante o qual o défice das contas públicas extravasou em muito qualquer importância semelhante aos ditos adiantamentos, devido à incúria dos governantes nacionais, nunca traíu o país nem deixou nunca de com ele se preocupar.

A prova definitiva disso mesmo, é, como o meu caro DRS tão bem reconhece, o mecenato cultural e social a que se dedica a Fundação da Casa de Bragança.
De recordar, que a Fundação foi criada com parte dos bens entretanto devolvidos aos seus antigos proprietários, que apesar de banidos e espoliados, não tiveram dúvidas quanto ao fim a dar a esses bens.

Recorda-me o ex-libris de Sua Magestade Fidelíssima o Senhor D. Manuel II "depois de vós, nós..."

Dardo do Reino disse...

É curioso assistir a este continuo desvario monárquico por parte uma minoria saudosa dos filmes de Hollywood, que adorava ter também uma sissi lusa.
Será que há alguém que se preocupa ou perde tempo com os disparates do pretendente ao imaginário trono de Portugal? Será que o senhor em questão é alguma sumidade ou se não fosse o seu pomposo titulo alguém lhe passava cartão?
A prova da sua inutilidade até para os próprios monárquicos é a indiferença geral com que todos olham para o sr. duque e sua corte, o que não espanta sabendo que este senhor pelo que se diz descende de outra figura mítica da azelhice monárquica nacional - el Rei D.Fernando.
Não, ele não é a Rainha Isabel ou o Rei Juan Carlos, e provavelmente se vivesse em qualquer dos países regidos por estes monarcas, não passaria de um mero criado de 3ª categoria, entretido e feliz a polir serviços de chá.
E para não haver mesmo dúvidas sobre essa matéria, o sr. em questão até continua a viver cá e nem sequer o perseguem ao contrário de outros pretendentes europeus!

marcela castro disse...

DRS, gracias por la aclaracion de sueldos, pero habia comprendido a lo que PBh se referia,ya que me parece que es una costumbre en diversos paises de tomar ese tipo de medidas. PBH,comparto plenamente lo de los devaneos de caetana. Que no escriba en portugues, por respeto a los nacionalistas que son uds para no molestar con mi "portugues a la chilena" no me impide entender lo que dicen... salvo a veces a caetana, pero me encanta como escribe

Me aclararon ambos bastante mas el tema de Timor. Mas o menos tenia una idea, asi que me alegra no andar tan desencaminada. Gracias a los dos

Lo que si me divierte (es la palabra exacta) es el debate sobre la monarquia. Ya habia leido argumentos de PBh sobre el tema y conozco su opinion, me gustaria saber mejor la tuya DRS

PBH disse...

O dardo é afiado, mas falta-lhe a pontaria e falta-lhe também a polidez.
Filmes de Hollywood? Sissi Lusa?
Acho que o cavalheiro não compreendeu bem. Neste Post fala-se de política e não de cinema.
O seu imaginário é fértil, tão fértil que V. Exa. imagina coisas que de facto são reais, como o trono português.
Em que filme viu V. Exa., porque imagino que não leia muitos livros, que o Sr. Duque de Bragança descendia do Sr. D. Fernando? Refere-se ao Primeiro desse nome ou ao Segundo? Sendo que D.Duarte Pio não descende de nenhum dos dois, tudo me leva a crer que V.Exa. deve ter visto isso nalgum filme de má qualidade produzido em Hollywood.
Aproveito ainda para lhe prestar uma informação. O Duque de Bragança é, por legitimo direito, pretendente ao Trono de Portugal.O Duque de Bragança é também, por linha hereditária provavelmente o mais genuino Principe europeu de sangue Capeto. Claro que V. Exa. não deverá saber exactamente o que isso significa, mas posso-lhe esclarecer que antes que o mencionado Príncipe servisse as Cortes britânica ou espanhola, esses mesmos príncipes que refere, talvez lhe devessem vassalagem.
Quanto às perseguições de que fala, devo também informá-lo de que essas ideias já vigoraram em Portugal, em tempos que felizmente já lá vão. Hoje, porque vivemos em Democracia, o Duque de Bragança pode viver confortavelmente no seu país com a sua familia e dedicar-se às acções mecenátias e filantrópicas a que o país tanto deve.
O seu dardo é afiado, mas treine a pontaria e leia mais qualquer coisa para além das sinopses.

marcela castro disse...

Sissi, al margen de la imagen de cine,me parece una de las princesas mas tragicas que ha habido. Ella es una muestra, de muchas otras, de que no tiene nada magico el ser de casa real.

Al margen de su origen, me da la impresion que el señor Duque de Bragança cumple con lo que le corresponde hacer, y no he leido que pretenda nada mas que servir a su pais como un ciudadano. No me parece un ser inutil, comparandolo con los especimenes reales que pupulan por este continente.

Me parece que el problema de un buen gobierno no pasa si un pais se gobierna por monarquia o por republica, sino en los ciudadanos. ¿Tiene algun valor que Portugal se declare una democracia si no tiene ciudadanos que ejerzan sus deberes y derechos como corresponde?

Bio-desagradavel disse...

Em resposta a todos quantos ofendem o sistema monárquico enquanto forma de governo, principalmente os republicanos portugueses...

Em primeiro lugar, a todos esses que tanto tentam impingir a ideia de que república é sinónimo de democracia, esquecem-se que essa mesma república (portuguesa) tem a sua génese num acto totalmente antidemocrático, criminoso e desumano, mas que fica mais bonito falar-se em implantação... claro! E com a dita implantação da república implantaram-se também os seus primeiros 16 anos de instabilidade seguidos por 48 anos de ditadura também republicana... (enfim, pormenores...) mas a verdade é que, uma vez cortado brutalmente o fio condutor da evolução para formas superiores de liberdade e realização histórica, Portugal afastou-se do progresso político das nações politicamente mais felizes da Europa. A 1ª República destronou o Rei mas a Democracia e a defesa da "Res publica" jamais foi o programa dos que a si próprios se designavam por "democráticos" e "republicanos".
Mas se "Portugal é uma republica soberana, baseada na dignidade da pessoa humana, (fica bem dizer) e na vontade popular..." porquê que, nos limites de revisão da constituição, ela simplesmente recusa-se a alterar a forma republicana de governo"? afinal, mesmo que seja "vontade popular", não se pode... é curioso, ao invés de salvaguardarmos a forma DEMOCRÁTICA de governo, salvaguardamos antes a forma REPUBLICANA de governo... ou seja, uma república não democrática seria aceitável, mas uma monarquia democrática já não é permitido...
Em segundo lugar, uma questão, não de retórica mas de resposta muito lógica e racional: quem melhor defende os interesses de um país? Um presidente, uma personalidade que não conhecemos ao certo como para alem do sorriso patriota, que é apoiado naturalmente pelo seu partido; ou um Rei, alguém supra-partidário, alheio a interesses partidários, alguém que conhecemos nos diferentes aspectos da vida, desde que nasce até que assume o poder e garante a continuidade deste e das tradições culturais do país, nem sempre representadas por um presidente que se limita a "representar" o seu país com o perigo e lamentável pesar de que qualquer um o pode fazer, desde que tenha idade e personalidade jurídica para tal. E porque há republicanos que nem sempre percebem o que se escreve, vamos colocar a questão de outra maneira mais empírica... quem melhor representa, gere, e defende a minha casa/espaço? Eu, que sou dono e senhor, com pleno sentido de responsabilidade, cujo único interesse é o bem-estar de quem lá habita; ou eventualmente alguém alheio a todos os aspectos que referi e a quem confiamos só porque "jura pela honra"... Tirem as vossas conclusões, de modo neutro para evitar conclusões tendenciosas... o que é certo é que um Rei representa não só o Estado democrático, de que é o garante, mas a Nação de cujos interesses permanentes é o guardião!
Em terceiro lugar, e especialmente para aqueles que gostam de falar em números, vamos a contas: Recentemente, uma publicação nacional demonstrou que, conforme os Orçamentos de 2005, o Rei de Espanha receberá 7,8 milhões de Euros enquanto ao Presidente português cabem 13,32 milhões de Euros. A Casa Civil portuguesa gasta mais 41,7% do que a Casa Real espanhola.
Contas feitas ao PIB e à população, a Presidência da República portuguesa custa dezoito vezes mais por habitante que o Rei de Espanha! De destacar que a Casa Real espanhola, é composta, não só por Suas Majestades mas também pela Infanta Pilar; pelos Duques de Palma; Duques de Lugo e Príncipes de Astúrias e todos eles são merecedores do dinheiro que recebem pois são os melhores embaixadores que a vizinha Espanha pode ter.
Acredito ("Piamente") que a República em Portugal acabará da mesma maneira que começou - do nada - Portugal tem vivido dias difíceis e a verdade é que cada vez mais a classe política perde credibilidade junto do eleitorado e isso é visível aquando da percentagem dos que se abstêm de exercer o direito de votar; mais preocupante ainda é o sentimento de injustiças que se gera nas populações ao verem que os seus direitos não estão a ser devidamente garantidos, pois aquilo que prometem é tudo o que não cumprem... parece-me que o sentimento de mudança é crescente e se o problema não é o governo, só pode ser mesmo a forma de governo, estou certo disso! Só tenho pena que Portugal esteja a "perder" uma pessoa digna e competente, em todos os sentidos, de assumir o cargo a que se propõe como legítimo herdeiro de toda uma tradição que faz parte da nossa história e que por mais que queiram, republicanos ou não, não a podem apagar!
Agora que se aproxima mais um 1º de Dezembro, faço votos pela causa monárquica no sentido de melhor garantir os valores e instituições democráticas, dispondo a minha total confiança na pessoa de Sua Alteza Real, o Duque de Bragança!

Nota:
-Não é, de todo, minha intenção o desrespeito por quem quer que seja; independentemente das funções que desempenham e daquilo em que acreditam - todos merecem o respeito pela sua opinião. É necessário igualmente cada um opinar de acordo com a verdade e assim garantir a legitimidade da sua opinião.

DRS disse...

Este bio-desagradável tem uma prosa que não liga com o nome que escolheu. Aliás, decidiu-me a escrever o post sobre o assunto que andava a adiar há algum tempo. Talvez até consiga demonstrar a este novel comentador que é possível ser um republicano português sem ofender a forma monárquica de governo.
Vamos a isto!

Anti Rei Faz-de-Conta disse...

O único problema disto tudo é que o Duarte Pio muniu-se de "amiguinhos" para o ajudarem na promoção das mentiras e na conservação do trono e, em troca, concede-lhes umas medalhinhas e honras afins.

Para que conste: a única sucessora directa da coroa portuguesa foi D. Maria Pia de Saxe Coburgo Bragança, filha do Rei D. Carlos I de Portugal com D. Maria Amélia Laredo e Murca e, consequentemente, irmã do Rei D. Manuel II.

A seu tempo a verdade virá ao de cima e cairão por terra muitos dos monárquicos que andam enganados pela falsa Causa Real Duartina.

Em vez desse livro de mentiras, leiam: www.reifazdeconta.com