09 dezembro 2006

Encompassing the Globe

Vai realizar-se em Washington, no prestigiado Smithsonian Institution, a exposição "Encompassing the Globe: Portugal and the World in the 16th and 17th century", de 23 de Junho a 11 de Setembro. A exposição integra 300 peças oriundas de Portugal e de culturas com as quais a expansão portuguesa se cruzou.
A exposição é financiada pelo Ministério da Cultura (420 mil euros e cedência de 30 peças do Museu Nacional de Arte Antiga) e por mecenas como o BCP, o Santander e... Joe Berardo. O Ministério da Economia angariou patrocinadores e peças para a exposição.
Tudo isto é muito positivo e representa um esforço notável de projecção e internacionalização da história e da cultura portuguesas. Ainda por cima, o modelo escolhido parece-me correcto, uma vez que combina financiamento público e privado. Deixo aqui assinalado o meu apreço pela iniciativa e pela colaboração (relativamente pouco usual) entre os Ministérios da Economia e da Cultura, cujos responsáveis, aliás, não têm sido brilhantes (a parte final é eufemística).
Não resisto a finalizar exprimindo uma profunda convicção, que é também um solene pedido à Sr.ª Ministra da Cultura: por favor, menos pelintrices como a Festa da Música no CCB e mais exposições no Smithsonian Institution!

3 comentários:

ASD disse...

Obrigado DRS pela referência.
A exposição na Arthur M. Sackler Gallery da Smithsonian Instituion será um evento com todo o interesse cultural, económico e estratégico, certamente útil para a internacionalização da história e da cultura portuguesas, como muito bem menciona. Portugal irá estar presente numa instituição de renome internacional, com assinalável intervenção cultural, mas também científica e tecnológica, cujos 19 museus que possui entre Washington D.C e Nova Iorque(e não só)foram visitados em 2005 por 24 milhões de pessoas. É importante para Portugal e para os seus interesses essa visibilidade.
Só para completar um pouco o retrato da instituição de acolhimento e para ficar clara a sua dimensão, estamos a falar de uma organização à qual o congresso norte americano concedeu para 2006 um orçamento de mais de 615 milhões de dólares...Sem qualquer demagogia e salvaguardando as respectivas distâncias, mas apetece-me dizer que esmola confrangedora são os 0,5 % do OE para o ministério da cultura português. Enfim cada um tem a dimensão que tem, cada um tem as prioridades que tem, mas não devemos resignar-nos porém e podemos ser maiores e melhores, designadamente através de participações desta natureza.
É de saudar a parceria sector público/sector privado e esperar que os responsáveis portugueses estejam à altura do conteúdo histórico e cultural do evento. Como de responsáveis, em concreto os titulares das pastas da economia e da cultura, não têm dado muitas provas e de brilho só mesmo os carros do MC lavados nas arcadas do PNA... o futuro não me parece risonho... Mas a bem do país espero que a iniciativa seja um sucesso e já agora que eu a visite, desejo extensível aos gazeteiros e a todos os comentadores e leitores.
E já agora se por acaso forem a Washington aproveitem para ir a um concerto de(dita)música clássica, pois por cá o MC tem outras prioridades...

Anónimo disse...

Até que enfim o menino ASD disse alguma coisa que a tia apoia... De facto, com efeito, contudo porém, o nosso MC tem imensas outras prioridades! Até posso começar por dizer que ultimamente o MC - Músculo Cerebral - da tia está com prioridades nunca antes sequer suposicionadas por qualquer sinapse alguma vez electrocutada cá dentro... A tia agora anda a tentar descobrir o que é que afinal de contas é o tal estranho ser: o cérebro! A tia assim que tiver uma mega giga clue, a tia lét iú nou... está bem?
beijinhos

PBH disse...

Parabéns a esta iniciativa que conta com a participação de cerca de 112 instituições públicas e privadas, portuguesas e norte-americanas, assim como de outros países.
Parabéns também à Fundação Calouste Gulbenkian que mais uma vez compreendeu a importância que um evento destas dimensões traria à cultura e património portugueses, e que prontamente se dispôs ao seu patrocinio.
Um louvor também ao Ministério da Cultura por se ter associado a esta iniciativa da Smithsonian Institution, através do Instituto Português de Museus, os quais cederão a titulo de empréstimo cerca de 60 obras emblemáticas do contacto entre os portugueses e o mundo nos séc. XVI e XVII.