11 dezembro 2006

A morte do General Pinochet


Morreu este domingo o general Augusto Pinochet.

Para todos aqueles que acusaram o antigo dirigente do Chile de estar a dramatizar e a fazer encenações sobre o seu verdadeiro estado de saúde, a questão ficou, definitivamente, esclarecida!
Na imprensa portuguesa todos falam da morte do ex-ditador do Chile, mas, curiosamente, são os mesmos que quando se referem a Fidel Castro, falam do líder cubano.
É esta duplicidade de critérios de designação que nunca entederei...

13 comentários:

PBH disse...

Menos um déspota...Venha o Castro...

DRS disse...

Realmente, como as pessoas são. Teve o pobre homem que morrer para acreditarem nele, Deus lhe fale na alma! Vivemos em um mundo muito injusto, não haja dúvida.
Quanto ao mais, apoiado, PBH!

marcela castro disse...

lo siento mucho, pero solo puedo pensar en lo que escribio Victor Jara mientras estaba detenido en el Estadio Chile, poco antes de que le cortaran las manos para que no pudiera tocar la guitarra, aunque tampoco podria volver a cantar porque lo mataron despues

"Somos cinco mil aquí
en esta pequeña parte la ciudad.
Somos cinco mil.
¿Cuántos somos en total
en las ciudades y en todo el país?
Sólo aquí,
diez mil manos que siembran
y hacen andar las fábricas.
Cuánta humanidad
con hambre, frío, pánico, dolor,
presión moral, terror y locura.

Seis de los nuestros se perdieron
en el espacio de las estrellas.
Uno muerto, un golpeado como jamás creí
se podría golpear a un ser humano.
Los otros cuatro quisieron quitarse
todos los temores,
uno saltando al vacío,
otro golpeándose la cabeza contra un muro
pero todos con la mirada fija en la muerte.
¡Qué espanto produce el rostro del fascismo!
Llevan a cabo sus planes con precisión artera
sin importarles nada.
La sangre para ellos son medallas.
La matanza es un acto de heroísmo.
¿Es este el mundo que creaste, Dios mío?
¿Para esto tus siete días de asombro y de trabajo?
En estas cuatro murallas sólo existe un número
que no progresa.
Que lentamente querrá más la muerte.

Pero de pronto me golpea la consciencia
y veo esta marea sin latido
y veo el pulso de las máquinas
y los militares mostrando su rostro de matrona
llena de dulzura.
¿Y México, Cuba y el mundo?
¡Qué griten esta ignominia!
Somos diez mil manos
menos que no producen.
¿Cuántos somos en toda la patria?
La sangre del compañero Presidente
golpea más fuerte que bombas y metrallas.
Así golpeará nuestro puño nuevamente.

Canto, qué mal me sabes
cuando tengo que cantar espanto.
Espanto como el que vivo
como el que muero, espanto.
De verme entre tantos y tantos
momentos de infinito
en que el silencio y el grito
son las metas de este canto.
Lo que veo nunca vi.
Lo que he sentido y lo que siento
harán brotar el momento...

(1973)"

marcela castro disse...

Ahora si ya puedo comentar algo. RMG, la cuestion no estara clara hasta ver el cadaver. Ya nos ha hecho la gracia dos veces el muy maldito, y con lo miserable que es seguro que nos pasa como el Señor de los Cielos y luego aparece con cirugia estetica. Al menos eso opina mi papa, y el embajador de Chile en España dijo algo parecido.

Por eso mis amigos y mis papas van a darse una vuelta cerca de donde lo velan, para confirmarlo. Lo malo es que no lo van a enterrar donde podamos ir a tirarle piedras o bailarle encima

ASD disse...

Na morte somos todos iguais...Mas a história não morre com os ditadores, nem com os de direita nem com os de esquerda. Os fins, por muito louváveis que sejam, não justificam todos os meios. É preciso ter a história bem presente. Há que ser rigoroso e isento em certas análises, sobretudo nas de carácter historiográfico. É essa isenção que se reclama a quem tem responsabilidades na comunicação com a opinião pública, com as pessoas em geral.

Morreu o ex-ditador do Chile e quando morrer Castro dever-se-á, a bem do tal rigor, dizer e noticiar morreu o ex-ditador de Cuba, quando morrer Kim Jong-il, dever-ser-se-á dizer morreu o ex-ditador da Coreia do Norte... e por aí fora, pois o mundo, infelizmente, ainda é fértil em ditaduras, umas mais explícitas e declaradas do que outras...

Anónimo disse...

ASD... na morte somos todos iguais??? vai o menino dizer à tia que já mandou reservar 300 mil litros de botox como a tia fez para não mudar nem um centímetro para lado nenhum!?!?!?
O Ex-Tio- Pin lá fez das suas... e certo, mas não era um ditador... foi apenas um tio cheo de energia e cheio de ideias para por uma grande casa em ordem... é como a tia quando decide renovar a decoração da maison... algumas coisas têm de ser sacrificadas... umas Luis XVI aqui... uns Ming ali... pronto... mas o que vem é sempre melhor! a tia acredita nisso!

marcela castro disse...

Me gustaria agradecer al Diário de Notícias de Lisboa por la foto que puso en su portada para anunciar la muerte de Pînochet. Esa es la imagen con la que quedo Pinochet en nuestra memoria

marcela castro disse...

Para ASD y PBH, y para la querida caetana, les envio este enlace

http://www.munozcoloma.cl/proyecto19731990/

veran como los artistas han expresado su "dolor" por la muerte de Pinocho, y ASD podra ver como vemos los chilenos a Pinocho y lo duro que lo vamos a tener los historiadores

marcela castro disse...

ah, y si PBH se aparece por aqui, o no, ¿pueden decirle que no me a aclarado quien fue Jean-Andoche Junot? Gracias

Anónimo disse...

Agora é que a menina Marcela falou lindamente aos ouvidos da tia... ele nao era um Pinochet... era um Pinocho!!! Um verdadeirézimo Pinocho, ahahah

PBH disse...

cara Marcela

Junot, como bem referiu em "Post" anterior,liderou a primeira das Invasões Francesas do território português e foi governador de Portugal em nome de Napoleão Bonaparte.
O que acontece é que Portugal, enquanto Estado, nunca deixou de existir, ao contrário de todos os outros países invadidos e ocupados pelos Bonaparte.
Assim sendo,o sr. Junot governou uma ideia, mas não um país.

marcela castro disse...

Arigato gozaimashita. PBHsan
que es lo mismo que decir Muito obrigada

Anónimo disse...

A tia este a pensar e a vasculhar toda a bibliografica que cá encontrou e... bom... nas revistas que a tia lê não vê destas coisas.. A tia, contudo, chegou à mega conclusão que Pinochar devia ser um verbo!!! Os meninos não acham um brilhante verbo para se usar correntemente no dia-a-dia? PINOCHAR: um verbo cujo grau de intensidade pode ser alterado mediante o uso de algumas pré-palavras. exemplificando: "a menina está TODA Pinochada!" ou "vamos imenso A Pinochar daqui para fora". Será usado, essencialmente em frases de destruição! Beijinhos que a tia vai meditar mais algumas coisas que pode fazer com este verbo e tentar não mandar para O Pinoche o MC da tia!