31 dezembro 2006
30 dezembro 2006
2004: Percepções e Realidade (2)
29 dezembro 2006
Assalto ao cidadão!
O duplo aumento previsto no imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) para 2007 vai provocar uma subida do preço dos combustíveis da ordem dos quatro cêntimos por litro, caso seja realizado em simultâneo. O Orçamento do Estado prevê dois aumentos do ISP para 2007, o correspondente à inflação prevista de 2,1%, e a subida de 2,5 cêntimos anuais por litro programada no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).
27 dezembro 2006
Monarquias do século XXI

Tiro no Guterres...
A denúncia surge na edição desta quarta-feira do Jornal de Negócios, que cita um artigo publicado pela Direcção-Geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia, intitulado «Explosão e recessão em Portugal: lições para os novos membros do euro», no qual são sistematizados os erros cometidos pelo nosso País na fase imediatamente a seguir à entrada na união económica e europeia, em 1999.
Tomando por base estes erros, a CE retira cinco ensinamentos que devem ser seguidos pelos países que vierem a entrar na Zona Euro – em caso de forte crescimento da procura interna, seguir uma política orçamental restritiva; cuidado com os erros de sobreavaliação do crescimento do PIB nas fases altas do ciclo; aproveitar o maior dinamismo da procura interna para acelerar, e não adiar, reformas estruturais; manter controlado o crescimento dos salários; apertar a supervisão prudencial sobre os mercados financeiros.
Recorde-se que a Eslovénia é o próximo país a entrar na Zona Euro, já no próximo dia 1 de Janeiro.
24 dezembro 2006
A palhaçada dos voos da CIA (4)
Presidente da delegação portuguesa no Parlamento Europeu está preocupada com atitude de Ana Gomes.
21 dezembro 2006
19 dezembro 2006
O fabuloso mundo de Madame Catarina

Impressionante, magnânimo, desconcertante, controverso, arrojado, ai está a obra-prima deste período de paz e de concórdia. Madame Carolina levou assim à estampa com audácia e enorme coragem o seu primeiro sucesso literário. (9.90€, nas livrarias Galp ou Repsol)
Ele há, quem já vá dizendo que Madame encetou um novo estilo de escrita mais que criativa, com esta magnífica obra. Uma novela? Um romance histórico? Ou ficção e fantástico? Pois bem, é de tudo um pouco e muito mais.
Trata-se essencialmente de um rol de aventuras, passado no planeta Portugalis Bananis, mais precisamente no perigoso reino Dragonês, onde no calor de um qualquer lupanar, princesa Carolinias luta para encontrar e resgatar o mítico Apito Dourado, símbolo máximo da honra e virilidade do reino Futebolês.
Na sua demanda, Carolinias avança por um enredo fantástico que nos leva a viajar por imagens únicas onde abundam inúmeros e preciosos detalhes do vilão Giorgio Dragonis, dos seus muchachos da aliança de Gondomaris e Nortis e last but not least, fabulosas e ricas batalhas entre dragões azulis e justiceiros de passe social erguido.
Madame surpreende assim tudo e todos, com seu estilo arrojado e prosa apaixonante e por isso, já há quem a chame – Carolina “a potter”.
Mas para não haver qualquer dúvida sobre este novo génio linguístico da praça, aqui deixo algumas passagens deste épico excitante.
"Há que limpá-lo", disse Pinto da Costa relativamente a Ricardo Bexiga, vereador socialista da Câmara Municipal de Gondomar”… “O serviço custava 10 mil euros, dinheiro que me entregou sempre em notas e que retirou de uma grande gaveta da cómoda do nosso quarto, na Madalena, gaveta que, para meu espanto, estava sempre a abarrotar de dinheiro vivo"
“Promiscuidade é o que existe no mundo do futebol, onde é moda, fica bem e dá status ter relações extraconjugais e quase todos as têm.”
“Confessou-me que tinha encetado uma relação com a jornalista Maria Elisa [...] que já terminara [...] devido ao consumismo extremo de que ela padecia.”
“Cortava-lhe as unhas dos pés e aparava-lhe os pêlos das orelhas.”
16 dezembro 2006
Esta nem o Friedman...
Os estatutos desta nova entidade "Parque escolar E.P.E" , ja aprovados em Conselho de Ministros, prevê que o seu capital seja realizado com o património das Escolas Pedro Nunes, D. Dinis e D. João de Castro em Lisboa, e Rodrigues de Freitas e Oliveira Martins no Porto.
Alguém me sabe explicar que palhaçada é esta???
14 dezembro 2006
Milton Friedman 5

Passatempo
www.7maravilhas.pt
13 dezembro 2006
Mais um contributo para o debate

Milton Friedman 4

12 dezembro 2006
A não perder....

Integrada nas Comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, está patente até ao dia 14 de Janeiro de 2007 a exposição Amadeo de Souza-Cardoso - Diálogo de Vanguardas.
Trata-se de uma exposição notável, que reúne a maior mostra de pintura alguma vez realizada sobre o trabalho do pintor de Amarante, assim como de 36 artistas estrangeiros seus contemporâneos, com obras oriundas de inúmeros museus internacionais e colecções privadas, entre os quais Modigliani, Sonia e Robert Delaunay, Malévitch, Brancusi, Olga Rozanova ou Pablo Picasso.
A mostra que conta com 190 pinturas e desenhos do artista português, abrange todo o período de produção de Amadeo, entre 1908 e 1918, e conta com o Alto Patrocínio da Comissão Europeia.
Estão de parabéns os organizadores pela qualidade e quantidade de obras reunidas, algumas delas inéditas como é o caso dos 20 desenhos realizados em 1912 para o livro de Flaubert- La légende de Saint Julien l’Hospitalier.
A visita a esta exposição, considerada já a mais visitada de sempre, permite a compreensão do excepcional trabalho deste percursor do cubismo, que fez igualmente incurssões no impressionismo e no expressionismo, e que embora tardiamente reconhecido, é um dos mais notáveis pintores portugueses do Séc. XX e um dos mais emblemáticos modernistas europeus.

Parabéns à Gulbenkian, na data do seu jubileu, por um contributo inegualável e ininterrupto de 50 anos à Cultura, à Língua, aos Artistas, à Arte e ao Património Português.
Bem hajam!
11 dezembro 2006
Milton Friedman 3

Quem fala assim não é gago.
A morte do General Pinochet

Morreu este domingo o general Augusto Pinochet.
Para todos aqueles que acusaram o antigo dirigente do Chile de estar a dramatizar e a fazer encenações sobre o seu verdadeiro estado de saúde, a questão ficou, definitivamente, esclarecida!
10 dezembro 2006
Milton Friedman 2

Mais uma brilhante de Marques Mendes

"A CP, Metro de Lisboa, Carris, Transtejo e STCP tiveram prejuízos acumulados de 4 mil milhões de euros em quatro anos”, revelou Marques Mendes, afirmando que no mesmo período de tempo o endividamento destas empresas ascendeu aos 9 mil milhões de euros.
O líder social-democrata propôs que o Executivo de José Sócrates privatize ou conceda a gestão destas empresas a privados, salientando que os portugueses não têm de pagar os “elevados prejuízos de empresas de transporte que nem conhecem e raramente usam." in Correio da Manhã
Então os portugueses não conhecem nem usam estas empresas de transportes?!? Privatizar? Mas alguém compraria uma empresa nestas condições financeiras?
O transporte público, ou concessionado a privados, é absolutamente necessário ao funcionamento da sociedade portuguesa. Pode e deve ser melhor gerido, mas trará sempre um encargo ao Estado, nem que seja por via das indemnizações compensatórias pelos preços praticados.
Mais uma vez MM perdeu uma boa oportunidade para ficar calado!
A palhaçada dos voos da CIA (3)
09 dezembro 2006
Encompassing the Globe
Mais uma sondagem...
O PS alcançaria 44,4 por cento das intenções de voto, numa projecção em que se presume que quem responde «não sabe ou não responde» opta pela abstenção.
Por seu lado, o PSD obteria 31,3 por cento, a CDU 8,8 por cento e o Bloco de Esquerda 8 por cento. O partido menos votado seria o CDS-PP, com 4,7 por cento dos votos. " in Portugaldiário...
O pós referendo...
Pausa na discussão...
06 dezembro 2006
Não está mal...

Paradoxo de Russell
Pergunto: o barbeiro pode barbear-se?
05 dezembro 2006
04 dezembro 2006
Festa da Música no CCB
http://www.petitiononline.com/musica/
03 dezembro 2006
2004: Percepções e Realidade

01 dezembro 2006
OE 2007: um mau orçamento.. aprovado
Referendo ao aborto
30 novembro 2006
1º de Dezembro


A evocação do 1º de Dezembro, data comemorativa da independência e da soberania nacional, é uma data importante na memória colectiva dos portugueses, ainda que muitos, hoje em dia, não lhe prestem demasiada atenção.
Foi em 1640 que um grupo de portugueses decidiu pôr termo ao governo estrangeiro de Felipe IV, reconquistando definitivamente a independência do povo português. Esses homens, sob a liderança do então Duque de Bragança D. João, criaram um movimento de unidade que conduziu o país a uma guerra de mais de 30 anos que custou a vida a milhares de portugueses, mas que repôs, apesar dos elevados custos, a dignidade e a soberania nacionais.
Esses conjurados, dignos da nossa homenagem, estão hoje esquecidos, assim como estão esquecidos todos aqueles que morreram nos campos de batalha da guerra da Restauração.
Quero prestar aqui uma singela homenagem a esses homens e mulheres!
Aproveito ainda este "post" para expressar um desejo e prestar mais uma homenagem.
O desejo vai para o Princípe da Beira, D. Afonso de Santa Maria, que ao cumprir 10 anos de idade, entra pela primeira vez no mundo protocolar das comemorações do 1º de Dezembro.
Como herdeiro de D. João IV, desejo que o jovem Príncipe possa sempre,a partir de hoje, cumprir com zelo e dedicação a missão que lhe foi destinada. Desejo que possa crescer como um cidadão exemplar e um arreigado defensor da portugalidade nas suas mais amplas expressões; um democrata e um digno representante dos portugueses.
A homenagem vai para os milhões de vítimas do HIV/SIDA em todo mundo, neste dia que é também, o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA.
A todos eles a minha homenagem e o meu silêncio.
Quem diria?...

Parece...
29 novembro 2006
Parabéns!

Parabéns ao português José Manuel Durão Barroso, ex-primeiro-ministro e actual Presidente da Comissão Europeia pela sua eleição como "Europeu do Ano", numa iniciativa promovida pelo semanário European Voice.
É um bom sinal a eleição do Presidente da Comissão Europeia, não só para a União como para Portugal em particular, representado deste modo ao mais alto nível no cenário europeu.
28 novembro 2006
Monarquia? Referendo, já!
Cada tiro, cada melro II

A Senhora Ministra da Cultura decidiu reduzir as verbas atribuidas ao Centro Cultural de Belém em 7,5% (600.000 Eur.) Como resultado imediato, o presidente Mega Ferreira anunciou o fim da Festa da Música. O festival, um dos mais populares e bem conseguidos eventos produzidos anualmente pelo CCB, desaparece assim do cartaz de programação, cada vez mais reduzido.
A Sra. Pires de Lima prometeu, contudo, ao presidente do conselho de administação não subir o financiamento, mas também não o reduzir. Podemos descansar portanto!!
O fim da Festa da Música, que contava já com 8 edições, não fez acabar, apesar de tudo, com o protocolo entre o CCB e a CML, que prevêm como substituição a criação de um fim-de-semana cultural, denominado "Dias da música em Belém".
Não admira que a Sra. Ministra ande sem dinheiro, depois das reduções que o OE 2007 impôs ao seu ministério e que ela não soube defender. Apesar de tudo, sobram ainda 1.000.000 Eur para comprar umas peças para enriquecer a colecção da Fundação Berardo que deve estar a chegar a Belém, mais dia , menos dia.
O CCB que tinha ficado reduzido aos auditórios e aos foyers, pode, por este andar começar a pensar em alugá-los à Castelo Lopes ou à Lusomundo, porque não? A sigla até pode manter-se e não se estragam duas casas!
A Sra. Pires de Lima continua a fazer tiro ao alvo, cada vez com pior pontaria. Espera-se a todo o momento o efeito de ricochete.
Elogio da Poesia

Morreu este fim de semana um dos pais do Surrealismo português. Foi um dos primeiros, e o último a desaparecer. Mário Cesariny Vasconcelos deixou uma obra literária e e de pintura que marcaram uma época e uma geração. Nascido em 1923, foi sobretudo a partir de 1947 que juntamente com Alexandre O'Neill, António Pedro, Cruzeiro Seixas, Pedro Oom e António José Francisco iniciou aquilo que viria a ser um grupo dissidente da Escola António Arroio em Lisboa- Os Surrealistas.
A Liberdade, o Amor, a Poesia. Esta é a tríade do surrealismo que vem colocar-se ao lado, ou à frente, da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, da Revolução Francesa.
A liberdade, sobretudo a liberdade! Para escrever, para pintar para dizer.
Nas palavras de Cesariny " ...a nossa descoberta do surrealismo não fez uma explosão, fez uma implosão. Também não era tempo de andar a falar alto. Íamos para a choça, o que não nos agradava muito. Os neo-realistas ficavam muito honrados quando iam presos. Nós não achávamos graça nenhuma..."
Poeta e pintor incómodo, viveu por pequenos períodos em Londres e Paris, nunca tendo abandonado Portugal ao contrário de muitos da sua geração. Fez publicar Corpo Vísivel (1950), Manual de Predestinação (1956), Pena Capital (1957) e Nobilíssima Visão (1959). Visitou regularmente as instalações da Policia Judiciária, suspeito de vagabundagem, durante os anos do Estado Novo. A partir de 1974, torna-se praticamente o único representante do movimento em Portugal, desfeito quer pela morte de alguns do seus membros, quer pelo afastamento de outros.
Com exposição patente em Alfama, na Perve Galeria, depois de uma retrospectiva apresentada no Circulo de Bellas Artes em Madrid, que encerrou dia 19, Cesariny despede-se assim aos 83 anos editando ainda um livro de poesia pintada; Timothy McVeigh- O Condenado à morte, que versa sobre a pena capital.
- O Mário pensa na morte?
Não muito. Penso mais nas doenças...
-Acredita na imortalidade?
Não sei. Quando lá chegar, eu telefono.
26 novembro 2006
25 novembro 2006
24 novembro 2006
Gazeta 2007
23 novembro 2006
Cada tiro, cada melro...

A Senhora Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, não pára de nos surpreender com notícias importantes para a cultura portuguesa e declarações cheias d'esprit!
Depois do anúncio da criação do Museu da Língua Portuguesa, essa grande obra socrática em prol da cultura nacional, eis que a senhora Pires de Lima vem acusar a Câmara Municipal do Porto de não investir na cultura!Claro que o Presidente da invicta deu a resposta que a senhora ministra merecia!
A senhora ministra, que anda sempre muito informada, deveria preocupar-se com os cortes orçamentais que o seu ministério, já de si depauperado, sofre com o OE 2007 apresentado pelo governo. Se o desejo desde há muitos anos era chegar ao 1% do OE para a Cultura, com este governo e esta ministra não chegamos sequer aos 0,5 %. Bravo!
Quanto ao Porto, a CMP têm investido sobretudo em áreas que são importantes e estruturais para a cultura do concelho, isto é, nos museus, bibliotecas e arquivos. A senhora Pires de Lima bem podia aprender qualquer coisa de novo e de salutar para a Cultura Portuguesa, e investir naquilo que são as bases estruturais de promoção, difusão e conservação dos bens culturais do país, isto é, os museus, as bibliotecas e os arquivos. Se assim fosse, o dinheiro era bem gasto e era útil. Claro que isso obrigaria a cortes em outras áreas e projectos, como o da criação de novos museus inúteis, ou no pagamento a juros de colecções privadas de gosto duvidoso.
Para que isto acontecesse seria necessário, contudo, que a senhora ministra estivesse mais bem informada e se dedicasse um pouco mais aos reais problemas do seu ministério. Seria também importante que tivesse um conhecimento mínimo sobre aquilo que se vai passando pelo país e quais as colecções, arquivos, artistas, livros e demais produções culturais que o país têm. Por fim, um pouco de amor a esse património inestimável também não ficaria mal.
Talvez assim, da próxima vez que perguntarem em entrevista à senhora Ministra que identifique os 10 museus e colecções de que mais gosta, ela se lembre de alguma colecção portuguesa, antes do 10º lugar, e já agora que acerte no local onde essa colecção se encontra.
Não há nada mais triste que ser ignorado pela própria tutela ignorante!
É que nem a colecção Berardo! Chiça!
Cada tiro cada melro...
22 novembro 2006
Livros da semana II

Não sendo uma biografia, o livro de Mendo Castro Henriques apresentado recentemente - D. Duarte e a Democracia, é um interessante retrato da relação entre S.A.R. O Duque de Bragança e a política portuguesa.
Infelizmente, são pouco conhecidas as opiniões políticas do Chefe da Casa Real Portuguesa. A imprensa e os "opinion makers" reduzem bastas vezes o seu comentário a questões menores, ligadas à família ou à participação do Princípe em determinado tipo de eventos. Há uma visão por demais curiosa e côr-de-rosa em relação à personalidade e à matéria, e por de menos política, o que é lamentável.
Este livro contribui para que se conheça mais de perto aquilo que é a visão de D. Duarte sobre as grandes questões nacionais e da política internacional, assim como da sua intervenção ao longo de anos em matérias tão importantes como seja o caso de Timor-Leste.
Curioso é o facto de o livro ter sido apresentado em Lisboa por um destacado republicano, Manuel Alegre, e no Porto pelo presidene do maior banco privado do país, Paulo Teixeira Pinto.
19 novembro 2006
18 novembro 2006
Mudam-se os tempos...
Pois é, assim se cumpre o défice, nas palavras de José Sócrates sem truques e artifícios!
Mas esta notícia não deu muito alarido vá-se lá saber porquê...
Se o episódio tivesse acontecido na vigência do anterior governo, seguramente que já tinham sido marcados 5 debates de urgência no Parlamento, os economistas da nossa praça já teriam ido a Belém, os comentadores do regime falariam na falta de credibilidade do Governo, a oposição já teria pedido a cabeça do Ministro das Finanças e o Presidente da República já teria dado sinais da sua inquietação face à governação do país!
Mudam-se os tempos...
Sururu na Câmara de Lisboa
A SRU da BAIXA POMBALINA
O que mais tem feito apodrecer a partidocracia portuguesa, tem sido o monolitismo da sua vivência interna.Numa lógica neo salazarista, mesclada pelo nosso centralismo napoleónico, nos partidos, em todos eles, só conta o que pensa e decide o líder circunstancial e o seu iluminado séquito.Esta atitude é tanto mais grave, quanto é exactamente isto que também se verifica nos dois principais partidos do sistema.Ao longo dos anos, este percurso tem conduzido à desertificação e estirilização dos aparelhos partidários. Cada vez intelectualmente mais pobres, mais dependentes das mordomias da ocupação do poder, cada vez menos livres.
17 novembro 2006
16 novembro 2006
In memoriam

Numa cerimónia presidida pelo Presidente norte-americano George W. Bush e pelo seu antecessor Bill Clinton, foi lançada, em Washington, a primeira pedra para a construção de um grande monumento de homenagem a Martin Luther King.
O memorial a Luther King ficará entre os mausoléus de Jefferson e Lincoln- "Luther King receberá o seu lugar legítimo entre os grandes americanos homenageados no Mall" referiu o Presidente norte-americano no seu discurso.
É uma homenagem muito justa, embora tardia, àquele que foi o maior defensor e activista dos direitos civis dos cidadãos norte-americanos no Séc.XX e um modelo inspirador para inúmeros movimentos de direitos humanos e civis espalhados pelo mundo.
Prémio Nobel da Paz em 1964, Luther King foi um defensor e um seguidor das ideias de desobediência civil não-violenta, preconizadas por Mahatma Gandhi, vindo a morrer prematuramente ao ser assassinado em 1968.
Não deixa de ser curioso, que Luther King seja homenageado de forma cimeira, numa altura em que o governo dos EUA é liderado por George W. Bush, defensor e seguidor das ideias de defesa preventiva.
15 novembro 2006
Livros da semana.

Esta semana o ex-Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes fez editar o seu novo livro - Percepções e Realidade. Trata-se de um relato dos principais acontecimentos que conduziram à queda do seu governo em 2004, depois da decisão do então Presidente da República Jorge Sampaio, de dissolver a Assembleia da República.
Também esta semana é apresentada, na Universidade de Navarra em Pamplona, a tese de doutoramento do antigo Presidente da República Ramalho Eanes, com 1976 páginas - Sociedade civil e poder político em Portugal. A tese, escrita em forma de memórias políticas, faz um retrato dos 10 anos em que o General ocupou o Palácio de Belém.
Tratam-se de dois textos sobre a história recente da política portuguesa, necessáriamente muito diferentes quer no estilo quer no conteúdo, e que prometem trazer novas luzes sobre alguns assuntos polémicos que dominaram a vida política nacional.
Independentemente da qualidade dos textos, que ainda não li, é louvável que ambos saiam à luz do dia.
Em Portugal não existe a tradição das memórias políticas, assim como não há tradição na biografia e na autobiografia, política ou outra.
É sempre enriquecedor quando alguém que ocupou um lugar de destaque, como seja o lugar de PR ou de PM, deixe registado por escrito a sua experiência e a sua visão do país e dos assuntos públicos durante esse período.
A História agradece, e os cidadão também!
11 novembro 2006
Dívidas do Estado
10 novembro 2006
Ainda as Scut's
09 novembro 2006
Os Portugueses II

Os portugueses, entretidos na classificação do seu passado, lá vão enterrando o futuro...
Não admira! Depois de elegerem Luis de Camões e António Salazar para o top + da nação pouco lhes resta senão o abandono do futuro.
Talvez nunca tenhamos lido, ou compreendido verdadeiramente, as palavras de António Vieira acerca da História " A história é importante para aprender com o passado, compreender o presente e projectar o futuro..." . Parece simples ...
Que seria de uma pessoa sem memória? Seria certamente como um recém nascido, viveria uma existência onde a experiência não tinha lugar. A experiência e o consequente conhecimento que advém desta, é construido com base na memória. Sem memória o mundo e os Homens nunca teriam evoluido, porque não teriam nunca adquirido o conhecimento que advém da experimentação. As nações não são diferentes das pessoas!
Esta pequena reflexão surge pelo conhecimento que tive do último relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Segundo este indicador elaborado pela ONU, Portugal desce em 2006 dois lugares consecutivos, do 27º para o 29º respectivamente. É espantoso como um país da Europa Ocidental, que recebe fundos estruturais há duas décadas para o seu desenvolvimento, e cujos governos fazem reformas sucessivas em todas as áreas da governação, desde a agricultura às finanças, da defesa à economia, da educação (quantas foram já??) à saúde; possa, em apenas 3 anos descer 4 lugares no ranking do desenvolvimento, ao ritmo assustador de um lugar por ano!
O mesmo país que não é capaz de se reformar e crescer ( não em termos económicos, mas sim em desenvolvimento humano) é o mesmo país saudoso de António de Oliveira Salazar.
Não se trata apenas de um problema de memória. É mais grave.
Trata-se, isso sim, de um problema de maturidade, um desejo absoluto de não querer crescer, de não querer lembrar. À mínima contrariedade recorre-se à autoridade do Pater, do comando invisível e exterior e, portanto, à desresponsabilização individual.
Portugal tem sindroma de Peter Pan!
A barbárie em forma de propaganda...

Acordei eu hoje de manhã, num dos raros dias de sol que a semana nos proporciona, e eis que encontro a rua forrada de pequenos cartazes vermelhos. A panfletagem diz o seguinte: "Este Governo só corta onde nos dói" para logo acrescentar " O que vai acontecer à sua reforma?" e termina com um convite a uma palestra proferida pelo Dr. Louça...
Já não bastava aos lisboetas a desgraça que lavra por toda a capital de assinaturas feitas com sprays à laia de grafitis, temos agora também de levar pelos olhos dentro, com os convites do Dr. Louçã!!
Não há ninguém que mande prender esta gente? Sinceramente que não compreendo o que faz a CML ou os fiscais, que acredito devem existir, para punir este tipo de comportamentos.
Os grafitis que enojam toda a cidade proliferam, com acentuada manifestação no Bairro Alto, que depois de obras de reabilitação que levaram pelo menos uma década, e no momento em que está apresentável para o veraneio dos cidadãos, foi literalmente forrado de gatafunhos e bizarrias, sem que se tivesse notado qualquer operação de limpeza ou de punição de tais actos, para desespero dos proprietários e dos transeuntes.
Agora o Dr. Louçã e sus muchachos resolvem forrar ruas inteiras, caixotes do lixo, paragens de autocarro, vidrões e papelões e ninguém diz nada.
Para um partido com representação na Assembleia da República e na Assembleia Municipal de Lisboa não está mal.
Que pensará desta barbárie o vereador Sá Fernandes, sempre tão preocupado com as obras, os parques, o estacionamento, as contas e o raio que o parta??
08 novembro 2006
07 novembro 2006
OE 2007: a cereja em cima do bolo...
A Comissão Europeia acredita que Portugal vai conseguir cumprir a meta do défice orçamental no corrente ano (4,6% do PIB), mas antecipa que o desequilíbrio será maior do que o previsto por Lisboa em 2007 e 2008.
Nas Previsões Económicas do Outono, hoje apresentadas, a Comissão Europeia prevê um défice de 4,0% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 e de 3,9 em 2008, enquanto que as estimativas de Lisboa são, respectivamente, de 3,7 e 2,6%
Bruxelas afirma que as previsões já tomam em consideração as medidas correctivas implementadas recentemente, assim como a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2007.
OE 2007: um mau orçamento..(6)
No próximo ano cada português vai ter de pagar, em média, mais 271 euros ao Estado por força do aumento da carga fiscal. Mensalmente este aumento médio cifrar-se-á em mais 22,6 euros.
06 novembro 2006
OE 2007: um mau orçamento..(5)
Os Portugueses....


Parece que o resultado do discutido concurso sobre os Grandes Portugueses é interessante!
Diz-se que em primeiro lugar ficou Luis Vaz de Camões, homem das letras e com biografia extensa e bem conhecida dos portugueses!
O segundo lugar é ocupado pelo antigo Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar! Ena, Ena!!
A confirmarem-se estes resultado, isto vai ser bonito!
Tanto falaram que se lixaram...
Aguardemos.
O regresso dos Sith...

O Papa Bento XVI abriu entre os católicos mais um interessante tema de reflexão e diálogo, em nome da unidade cristã. A 11 de Outubro p.p. o Sumo Pontífice admitiu a possibilidade de celebrações em latim "sem hever necessidade de autorização do Bispo da diocese". O Santo Padre "com benevolência pastoral", deseja que não seja coisa tão pouco importante a dividir os cristãos...
A origem deste anúncio inédito parece estar na desejada aproximação entre o Vaticano e a Fraternidade de S. Pio X, fundada pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991).
O dito prelado, que em 1970 fundou na Suiça a nomeada Fraternidade, foi um intransigente opositor aos principios que nortearam o Concílilo Vaticano II ( o "aggiornamento" de João XXIII e Paulo VI). Chefe dilecto dos integristas, o Arcebispo de Dacar, liderou os defensores de um catolicismo "integral", sem concessões ao ecumenismo, à liberdade religiosa e à modernidade.
Depois de sucessivas declarações contra o diálogo inter-religioso, Lefebvre foi suspenso "a divinis" por Paulo VI em 1976. Ao ordenar quatro bispos em 1988, João Paulo II consumou a ruptura e excumungou o Arcebispo. O seus seguidores só celebram missa em latim.
Parece que o assunto é tema de conversa no Vaticano, sobretudo na Congregação para a Doutrina da Fé e para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
Tudo indica que Bento XVI se prepara para divulgar uma Carta Apostólica em que, entre outras determinações, liberalize a celebração tradicional, segundo o missal de S. Pio V ( em latim).
Já agora, e nas palavras de D. Carlos Azevedo, porta-voz da Conferência Episcopal portuguesa "Para voltar às origens então que seja em grego!".
Pois sim! Eu até propunha mesmo o aramaico, já que andamos numa de coisas exóticas!
Já que os fiéis cada vez mais vão menos à missa, podia ser que assim, à moda de espectáculo, lá pusessem os pés, nem que fosse porque é fixe ouvir um tipo a dizer uma cenas numa língua que ninguém entende. É quase como ir ao cinema ver a Guerra das Estrelas e ouvir os andróides e outras criaturas da galáxia!
É ocasião para dizer, o Vaticano merece bem uma missa, em Latim!
04 novembro 2006
Star Wars em Portugal (2)
Terroristas regressam a Portugal
03 novembro 2006
31 outubro 2006
OE 2007: um mau orçamento..(4)
Os pensionistas, reconhecidos, agradecem ao Eng. Sócrates o esforço de solidariedade do seu Governo!
OE 2007: um mau orçamento... (3)
30 outubro 2006
Referendo
26 outubro 2006
Scut's, afinal em que ficamos?
in Público.
OE 2007: um mau orçamento..(2)
Imposto sobre o tabaco: 12 %
Imposto Automóvel: 2,1 %
Imposto sobre o Álcool e bebidas alcoólicas: 2,1 %
Imposto sobre produtos petrolíferos: 2,1% + 2,5 cent/litro
O Povo, reconhecido, agradece ao Eng. Sócrates!
25 outubro 2006
As contas dos partidos
24 outubro 2006
A Cultura segundo o Eng. Pinto de Sousa II

O Eng. José Sócrates Pinto de Sousa, Primeiro-Ministro de Portugal, anunciou faz tempo, um acordo entre o Estado português e a Fundação Joe Berardo.
O acordo parece interessante, mas não é, senão vejamos, aproveitando as dicas do bloguer DRS.
1. O Acordo entre o Estado Português e Joe Berardo para a constituição de uma Fundação é naturalmente legítimo. São ambos fundadores e detém iguais opções de compra, o Estado da colecção Berardo e Berardo das novas aquisições entretanto realizadas. A Fundação Arte Moderna e Contemporânea- Colecção Berardo, têm no entanto um presidente honorário e vitalicio, com poder de nomear e destituir " em exclusividade" o director do Museu: Joe Berardo.
2. A colecção Berardo é cedida temporariamente a esta Fundação para que seja exposta naquela que é a mais moderna e provavelmente melhor equipada sala de exposições do país, no Centro Cultural de Belém. Para esse efeito, o CCB retirou das suas instalações o Museu do Design, que entretanto vai ser transferido para um palacete a Santa Catarina, museu esse, que vai ser gerido por Joe Berardo ( vá se lá saber porquê).
3. O Estado paga as despesas de funcionamento da Fundação e cede o espaço. Joe Berardo cede a colecção. Ambos se comprometem, no entanto, a adquirir novas peças para a Fundação, oferecendo cada um deles cerca de 500.000 eur. anuais.
4. No final, ou Joe Berardo compra as novas aquisições feitas para a Fundação, com o dinheiro dado pelas duas partes, ou o Estado compra a colecção Joe Berardo. Parece simples!
A pergunta que me resta é a seguinte:
Onde tem o Estado Português dinheiro para comprar a Colecção Berardo?
Terá dinheiro Joe Berardo para comprar as novas aquisições? Muito provavelmente...
Estamos no campo da pura especulação, mas dentro de 10 anos cá esperamos estar para ver.
Não me admira que o proprietário da Quinta da Bacalhôa, que depois de ter feito alterações num imóvel classificado como aquele e que respondeu ao IPPAR com um cheque para pagamento da respectiva multa, se importe muito de passar outro para pagar mais umas peças para a sua colecção.
Entretanto sou assaltado por alguma angústia!
Saberá o Sr. Primeiro Ministro o valor máximo concedido a um Museu Nacional para novas aquisições no período pós 25 de Abril? Talvez não saiba...
O recorde é detido pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea, vulgo Museu do Chiado, e o valor é de 100.000 eur. Curioso não é?
O acordo para a criação de uma nova Fundação de capitais públicos não traz nada de bom para a Cultura. E não traz nada de bom, porque a cultura vive à mingua há décadas. Não há dinheiro para as coisas mais básicas, mas isso parece não preocupar o PM ou a Ministra da Cultura. A mesma Ministra que teve a coragem de se manifestar contra este acordo, e que uma semana depois se viu forçada a reconhecer a sua aprovação, negociada directamente pelo gabinete do Sr. primeiro Ministro, desautorizando-a assim publicamente. O minimo era a demissão da Ministra, mas não, para tanto lhe faltou a coragem...
Talvez seja importante recordar que o assessor cultural do Sr. Primeiro Ministro veio para o seu gabinete depois de ter passado pelo grupo Joe Berardo. Talvez não explique a feliz coincidência, mas é curioso não é?
E o CCB?? Ninguém fala do CCB? Que ganha afinal o CCB com isto tudo, para além da ocupação durante anos da totalidade das suas salas de exposições? Ainda que seja certo que fica com os dois auditórios, as bilheteiras e os foyers..
Bem teria feito o Sr. Presidente da República em não ter promulgado tal diploma. Fê-lo com "dúvidas".
Melhor seria não o ter feito...
23 outubro 2006
Viva a Liberdade!

OE 2007: um mau orçamento..
- crescimento do PIB: 1,8%: nem o Banco de Portugal vai tão longe ao prever apenas 1,5%.
- preço do petróleo: 67,6 dólares/barril, as previsões do Governo estão muito abaixo das do FMI que se situam nos 75,5 dólares, a das do Banco de Portugal que estão nos 73 dólares.
- juros: a previsão do Governo situa-se nos 3,7% para o prximo ano, ora este valor já foi atingido prevendo-se que até ao final do ano se situe nos 4%.
22 outubro 2006
Ainda o PS em Lisboa...
21 outubro 2006
A propósito de cultura em Portugal…
Sei bem que a discussão já está um pouco fora de época. Mas, agora que já serenaram os ânimos em redor do acordo celebrado entre o Estado português e Joe Berardo, vem de molde recordar alguns FACTOS. Nem é tarefa para muita monta; basta relancear os olhos pelo Decreto-Lei n.º 164/2006, de 9 de Agosto, que cria a Fundação Colecção Berardo. Está lá tudo.
1º A Fundação é uma entidade distinta dos seus instituidores originários (que são o Estado e Joe Berardo) e é constituída por tempo indeterminado.
2º A Fundação recebe de empréstimo a Colecção Berardo e fica instalada no centro de exposições do CCB.
3º O Estado assegura as despesas de funcionamento da Fundação.
4º As receitas revertem a favor da Fundação (e não de Joe Berardo).
5º O Estado e Joe Berardo efectuam, cada um, dotações iniciais de €500.000 e dotações anuais de idêntico montante, para um fundo de aquisição de obras de arte para a Fundação (de 2007 a 2015). Isto é, €1.000.000 por ano, durante 8 anos, para a compra de obras de arte para a Fundação (e não para a Colecção Berardo).
6º Em caso de dissolução da Fundação, esse fundo de aquisição e essas obras de arte revertem para o Estado (com opção de compra a favor de Joe Berardo).
7º O Estado fica com uma opção de compra da Colecção Berardo, a exercer entre 1JAN2007 e 31DEZ2016.
Perante estes FACTOS, que saltam à vista de quem se dê ao trabalho de ler o decreto-lei, podemos, de boa-fé, dizer que o Estado tenha feito mau negócio? Quanto gastaria o Estado para constituir, de raiz, uma colecção de idêntica importância, no CCB ou em outro museu qualquer? Que actividade cultural conseguiria desenvolver o CCB no centro de exposições que se comparasse à exposição permanente da Colecção Berardo? Digam-me...
E o Carrilho?

Ruptura à vista no PS da maior câmara municipal do País. O número dois de Manuel Maria Carrilho na Câmara de Lisboa acusa o ex-ministro da Cultura de ter na autarquia um comportamento político "irresponsável, ausente e displicente". Nuno Gaioso Ribeiro considera que este comportamento do ex-candidato autárquico tem sido a principal causa do défice de oposição do PS em Lisboa. Falta liderança aos vereadores do PS, algo que se sente particularmente perante um grupo muito diversificado em experiências.
Carmona out?

No entanto, e pela primeira vez na sua história, a Moda Lisboa não contou com uma visita por parte do Presidente da Câmara Municipal.
Será que Carmona Rodrigues está a ficar fora de moda?