08 outubro 2007

Dois pesos e duas medidas

Os telejornais divulgaram hoje uma carta aberta de Mário Machado, líder de um grupo de extrema-direita, a propósito da sua situação de “prisão preventiva”.

Com a entrada em vigor do novo código penal, o país assistiu atónito à libertação por excesso de prisão preventiva, de inúmeros acusados de assaltos, violação, pedofilia, homicídio, etc.

Mas o sistema judicial português, através de uma sua Procuradora, decerto muito preocupada com a segurança do Povo português, arranjou maneira de travar a libertação de Mário Machado, que à luz da nova legislação, já excedia, também, o tempo permitido de prisão preventiva.

Mas ficamos todos muito mais calmos e tranquilos ao saber que todos os outros estão cá fora, mas Mário Machado continua preso!

Triste país este em que a justiça se comporta assim. Pelos vistos em Portugal, nem todos são iguais perante a lei. Como dizia Orwell, há uns mais iguais que outros.

Já sabíamos que a Justiça em Portugal era lenta e consequentemente muitas vezes ineficaz.
Hoje sabemos que, além do mais, ela é tendenciosa.
Mas também, que esperar de um país e de um sistema que é tolerante com a extrema-esquerda como se viu na história do campo de milho, e que amnistia organizações terroristas de extrema-esquerda como as FP-25?
Nada! A não ser mão dura com a extrema-direita. É lógico!

3 comentários:

Pedro BH disse...

Não se perde nada com o rapaz preso!
Menos um idiota e menos um bandido, violento ainda para mais!
Há casos bem mais graves...

Rodrigo MG disse...

Pois há, e esses foram soltos.

A questão é da duplicidade de critérios meu caro Pedro. É que há regras num Estado de Direito democrático, e que devem ser aplicadas independentemente de a quem se dirigem. E aqui não foi esse o caso.
Voltámos a ter presos políticos em Portugal!

Pedro BH disse...

Caro Rodrigo

Que eu saiba foi feita uma acusação ao chefe de bando dos nacionalistas que está preso em prisão preventiva.
Não me lembro exactamente qual o crime imputado e sei bem que a acusação foi feita à última da hora, mas mesmo assim foi feita dentro do prazo legal. Até agora está portanto tudo dentro da lei.

escapou-me alguma coisa?