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02 janeiro 2007

2004: Percepções e Realidade (3)

De novo se colocava a tese da separação entre os cargos de presidente do partido e de primeiro-ministro. Marcelo Rebelo de Sousa admitia ser primeiro-ministro, sendo eu presidente do partido, e levara esta proposta a Durão Barroso logo no dia do anúncio do nome do presidente da Comissão, a 25 de Junho. "Naturalmente" o Expresso teve acesso à conversa que decorreu nesse encontro e dela dá notícia no dia seguinte: "Marcelo teve ontem uma longa conversa com o primeiro-ministro (...) [sobre] o cenário de o professor poder suceder a Barroso no caso de Santana não se opor, já que respeitar a vontade do seu "sucessor natural" é ponto de honra para Durão na condução deste processo. O pior, diz um dirigente do PSD é que, mesmo que Santana aceitassse, no PSD a hipótese de Marcelo seria a guerra total." pag. 43/44
Suficientemente elucidativo para percebermos todo o comportamento de MRS na vigência do XVI Governo Constitucional...

30 dezembro 2006

2004: Percepções e Realidade (2)

"Na terceira sucessão - a chefia do Governo de Portugal -, Jorge Sampaio assinaria longamente as suas dúvidas em duas semanas demolidoras para a confiança no futuro Executivo. A mim restava-me esperar o seu veredicto, para só depois preparar a sucessão em Lisboa e a formação do Governo." pag. 43
Esta foi de facto uma situação que objectivamente prejudicou Santana Lopes e o PSD. Atendendo a que Durão Barroso, desde o início do processo, tinha posto Jorge Sampaio ao corrente desta possibilidade, não se percebe a demora do então PR para tomar a sua decisão. Ou se calhar, hoje, percebe-se... Qualquer hesitação pública de Sampaio só se prestava a enfraquecer o futuro Governo e a "dar gás" às oposições.